Um soco no desespero e Sporting é líder no Natal

Leões batem (1-0) Farense com penálti polémico já nos descontos (Defendi soca a bola e depois acerta em Feddal). Marcou Sporar aos 90"+1"

Um campeão faz-se de vitórias sem brilho e caídas do céu. Ao Sporting, caiu-lhe dos ares um soco de Defendi na bola e, sequencialmente, na cabeça de Feddal que valeu um penálti no entendimento do árbitro e do VAR. Sporar fez o 1-0 sobre o Farense no primeiro minuto da compensação e a liderança no Natal quase vinte anos depois.

Este foi "o" lance de um jogo. Livre de Tabata, Defendi sai da baliza e soca a bola e acaba por acertar em Feddal, que seguia em direção contrária para tentar disputar a bola. No mesmo lance, mais atrás, há um "embrulho" que parece ser ilegal: Filipe Melo estica o braço para travar Coates e acerta-lhe no pescoço; no entanto, no início do lance, o central do Sporting estava a puxar a camisola do adversário.

Ou seja, ao fim de 86 minutos, tudo se resumiu a uma jogada e a uma injustiça: a punição a Defendi. O guarda-redes saiu para socar a bola e socou a bola, não mudou a trajetória do braço, acaba por acertar num adversário; mas Feddal, legitimamente, projetou-se na direção da bola (e do guarda-redes) e acaba atingido. Ou seja, polémica certa.

O jogo, antes, destacou mais a qualidade do Farense do que a do Sporting. Por responsabilidade da qualidade da equipa visitante. Os algarvios conseguiram enervar o líder. E não porque montaram um hospital de campanha à frente da baliza, defendendo a todo o custo.

Mas, sim, porque souberam como parar a máquina virtuosa dos leões: os laterais Porro e Nuno Mendes não tiveram espaço para desequilibrar; as flechas Nuno Santos e Pedro Gonçalves quase não viram baliza. E Palhinha e João Mário foram manietados na maioria das vezes.

O jogo começou até com a melhor oportunidade de golo de todo o jogo: Gauld, que chegou a Portugal via Sporting, insistiu, ganhou ressaltos e entrou na área; na cara de Adán, rematou rasteiro e forte, mas o guarda-redes leonino fez uma bela defesa.

O Sporting sentiu-se incómodo todo o jogo. E acabou a primeira parte sem acertar um remate, dos poucos que fez, na baliza. Conseguiu, isso sim, acertar no poste: Tiago Tomás, com pouco ângulo, disparou ao poste direito de Defendi no último lance antes do intervalo.

O cenário mudou logo no reinício: Porro descobriu Pote na área, mas o melhor marcador da Liga não conseguiu bater Defendi. Pedro Gonçalves, diga-se, estava um pouco descaído para a direita da área.

O Farense começou a ficar mais curto na segunda parte, embora sem se mostrar desesperado. A pressão do Sporting serviu, pelo menos, para travar as saídas venenosas do adversário.

No final, o lance do soco no desespero do Sporting, que passou o jogo com o ataque bloqueado pela qualidade do Farense. Sporar não vacilou e marcou o único golo do jogo.

Foi a primeira vez esta época que o Sporting marcou menos do que um golo nas competições nacionais (levava 23 em nove jorndas da Liga; 10 em dois jogos da Taça de Portugal; e dois no jogo da Taça da Liga).

O grande responsável foi o Farense, que nas últimas três saídas perdeu duas vezes com golos nos últimos minutos: 1-0 em Braga e 1-0 em Alvalade. Com o Belenenses, empatou. E somou duas vitórias seguidas em casa (3-1 ao Boavista; 2-1 ao Marítimo).

O Sporting garantiu a liderança no Natal quase duas décadas depois. Da última vez, foi campeão: 2001/2002. E desde então nunca mais ganhou um campeonato.

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