Trio português à conquista da Champions inglesa com PSP alerta

Manchester City e Chelsea disputam esta noite o troféu no Dragão. Rúben Dias, Cancelo e Bernardo Silva tentam entrar na galeria de lusos que venceram prova por clubes estrangeiros.

Manchester City e Chelsea defrontam-se hoje na final da Liga dos Campeões, pelo segundo ano consecutivo realizada em Portugal, desta vez no Estádio do Dragão, no Porto. Um jogo que esta noite (20.00, TVI) pode coroar três jogadores portugueses, todos da equipa de Pep Guardiola - Rúben Dias, Bernardo Silva e João Cancelo -, que têm a oportunidade de se juntar a um restrito lote de futebolistas lusos que venceram a prova por clubes estrangeiros.

Numa final 100% inglesa, o que acontece pela terceira vez, os três ex-benfiquistas podem aumentar para 15 o número de portugueses que conseguiram erguer a "orelhona" em representação de emblemas estrangeiros. Nesta lista, o rei é Cristiano Ronaldo, que conquistou cinco (uma pelo Man. United e quatro no Real Madrid), seguido de Pepe (três pelos merengues), Paulo Sousa (duas, por Juventus e Dortmund) e Fábio Coentrão (duas pelo Real Madrid).

Depois há ainda mais oito jogadores com uma conquista cada, curiosamente a maioria pelo Chelsea, casos de Paulo Ferreira, Bosingwa e Raúl Meireles, que se sagraram campeões europeus de clubes em 2011-12, quando derrotaram o B. Munique nas grandes penalidades. Nani triunfou em 2007-08 pelo Man. United, Deco em 2005-06 no Barcelona, Ricardo Quaresma igualmente pelos blaugrana em 2009-10 Rui Costa pelo AC Milan em 2002-03 e Figo foi o primeiro, em 2001-02, com a camisola do Real Madrid.

O trio português do Manchester City, em caso de vitória, chega aos três troféus nesta temporada, depois de terem conquistado a Taça da Liga inglesa e o campeonato. Será por isso um fechar de época de ouro, antes de se juntarem à comitiva que vai estar no Euro2020. Bernardo Silva está no City desde 2017 e João Cancelo desde 2019. Já o central Rúben Dias, 24 anos, foi contratado no início desta época ao Benfica e pegou de estaca no xadrez de Guardiola. Além dos títulos coletivos, foi eleito o futebolista do ano pela associação de jornalistas desportivos britânicos.

Chelsea 1, City o

O Chelsea vai tentar conquistar a segunda Champions da sua história, depois do título em 2011-12, com uma vitória diante do Bayern Munique por 4-3 no desempate por grandes penalidades, após uma igualdade a um golo, numa final que foi apitada por Pedro Proença - o português Bosingwa foi titular no jogo decisivo e Paulo Ferreira ficou no banco. Já o Manchester City procura a primeira Liga dos Campeões da sua história.

No palmarés dos treinadores, Pep Guardiola parte em vantagem, pois venceu duas Ligas dos Campeões pelo Barcelona (2008-08 e 2010-11). Já Thomas Tuchel nunca levantou a orelhona, apesar de ter chegado a uma final, em 2018, quando treinava o PSG, tendo perdido diante do Bayern Munique.

"É uma experiência incrível estar aqui, nunca esperei estar numa final quando comecei a minha carreira e agora parece que é só mais uma. Os jogadores estão ansiosos e nervosos, vou dizer-lhes que é normal. Toda a gente quer ganhar, mas para ganhar é preciso jogar. Acredito que teremos de sofrer para ganhar. Temos de tentar ser nós próprios", disse ontem Guardiola.

O técnico catalão fez ainda um elogio aos jogadores portugueses. "Não me esqueço de Figo, Fernando Couto e Baía, que foram meus colegas de equipa e cuja mentalidade era especial. Agora, conto com talento português, como Rúben, João Cancelo e Bernardo Silva, que dão muito à equipa", referiu.

Para Tuchel, "o Manchester City é talvez a melhor equipa europeia e mundial neste momento". "Numa prova de regularidade como o campeonato, foi de longe a melhor, mas em jogos a eliminar conseguimos travá-la", disse, lembrando que as equipas de Guardiola "são sempre difíceis de defrontar, pois acreditam até ao fim, têm qualidade técnica e tátcia e uma mentalidade vencedora".

Operação robusta da PSP

A Liga dos Campeões desta noite vai ter público nas bancadas. O Governo português autorizou a presença no Dragão de 16.500 adeptos e isso obrigou a Polícia de Segurança Pública (PSP) a traçar uma "robusta operação de segurança", apesar de ter anunciado não estar prevista qualquer "limitação de circulação dos adeptos" que chegaram de de Inglaterra. Na quinta-feira à noite, na zona história do Porto registaram-se incidentes entre adeptos dos dois clubes, o que motivou a PSP a agir para acabar com as cenas de pancadaria.

Os locais que centram a maior atenção são o aeroporto (hoje chegam 80 voos charters), o centro da cidade as imediações do Dragão. Junto ao estádio haverá uma operação mais robusta, com um perímetro de segurança com três níveis. O dispositivo terá a colaboração de polícias ingleses especializados em operações envolvendo equipas de futebol.

nuno.fernandes@dn.pt

Mais Notícias

Outras Notícias GMG