Tóquio 2020. Organização prepara-se para ter público, mas peritos desaconselham

A decisão quanto à presença de espetadores japoneses nas bancadas deve ser anunciada na segunda-feira.

A organização de Tóquio 2020 revelou esta sexta-feira que pretende ter público nos eventos, apesar de um grupo de peritos médicos japoneses o desaconselhar, alertando para os riscos de contágio da covid-19.

A decisão quanto à presença de espetadores japoneses nas bancadas - os estrangeiros não autorizados a viajar para o Japão - deve ser anunciada na segunda-feira, depois de uma reunião com os comités olímpico e paralímpico internacionais, bem como com as autoridades nipónicas.

"Se os Jogos se realizarem com espetadores, os especialistas sublinharam que será necessário fazê-lo com medidas mais rígidas", alertou a presidente do comité organizador, Seiko Hashimoto, garantindo que essa é "a mesma posição" do organismo que dirige.

Os peritos alertaram para a probabilidade do aumento de casos, bem como a potencial propagação de novas e mais contagiantes variantes do vírus.

Nos últimos meses, o governo tem permitido que no futebol e basebol os estádios tenham até 50% da capacidade, pelo que o Estádio Olímpico poderia, neste cenário, acolher 34.000 espetadores.

Num esforço para tornar os Jogos o mais seguros possível, Hashimoto manifestou a intenção de tentar reduzir, ainda mais, a presença de responsáveis de comités e federações, nacionais e internacionais, até aproximadamente um terço dos 140.000 elementos inicialmente previstos.

Aos estrangeiros que chegam ao país para participar nos Jogos vai ser aplicado, independentemente do estatuto com que o façam, um estrito sistema de testes e restrição de movimentos.

Aos japoneses que presenciem o evento, será aconselhado a que no fim vão para casa em vez de para outro local público, sendo desaconselhados igualmente a deslocar-se entre cidades ou regiões para assistir aos Jogos.

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