Tom Brady ganha sétima Super Bowl com vitória dos Buccaneers sobre os Chiefs

Tampa Bay Buccaneers venceram o seu segundo Super Bowl ao vencer os Kansas City Chiefs (31-9)

Tom ​​​​​​​Brady e a defesa conduziram na segunda-feira os Tampa Bay Buccaneers à conquista do seu segundo Super Bowl, ao baterem os Kansas City Chiefs (31-9), na final da liga norte-americana de futebol americano (NFL).

Aos 43 anos, o 'quarterback' Tom Brady colocou mais um momento de ouro na sua gloriosa carreira e, depois de deixar os New England Patriots, conquistou, no seu primeiro ano em Tampa, o seu sétimo Super Bowl, sendo pela quinta vez eleito o jogador mais valioso (MVP).

Com o sétimo anel no dedo, Brady passou a ter mais Super Bowl conquistados do que qualquer equipa na história da NFL, somando mais um título do que os recordistas Patriots e Pittsburgh Steelers.

Perante os campeões da última temporada, os Buccaneers não deram qualquer hipótese aos Chiefs e venceram por claros 31-9, deixando quase em branco o melhor ataque da fase regular da NFL.

Um dos segredos do triunfo dos Buccaneers esteve na sua defesa, que impediu que o ataque, comandado por Patrick Mahomes, não marcasse qualquer ensaio, algo que nunca tinha acontecido ao 'quarterback' desde que chegou à NFL - nunca tinha sequer ficado, como titular, em branco nos três primeiros parciais.

Os Chiefs, em busca do seu título consecutivo, até foram os primeiros a marcar, graças a um pontapé de Harrison Butker, mas então apareceu Brady e um velho conhecido, Rob Gronkowski.

O 'tight end' saiu da reforma para voltar a jogar com o amigo Brady e foi a antiga dupla dos Patriots a fabricar os dois primeiros 'touchdowns' da partida - já conseguiram 14 nos 'play-offs', o que é um novo recorde da NFL.

Pelo meio dos dois ensaios de 'Gronk' uma decisão controversa da equipa de arbitragem, que transformou uma interceção dos Chiefs numa falta, mantendo a posse de bola nos Buccaneers.

Harrison Butker ia conseguindo reduzir a desvantagem com mais um pontapé, mas Antonio Brown, outro das 'escolhas' de Brady, fez o terceiro 'touchdown', levando o resultado em 21-6 para o intervalo, numa primeira parte em que os Chiefs foram penalizados em 95 jardas em faltas -- algumas discutíveis.

A segunda parte começou como a primeira, com um 'field goal' de Harrison Butker, mas os Chiefs ficaram-se por aí, enquanto os Buccaneers aumentaram a vantagem, com mais um 'touchdown', numa corrida de 27 jardas de Leonard Fournette.

O resultado final foi consumado por Ryan Succop, com um 'field goal', depois de já ter conseguido concretizar todos pontos extra dos 'touchdowns' da sua equipa.

Sempre muito pressionado pela defesa contrária, Mahomes terminou o encontro com uma interceção na última posse dos Chiefs, quando tentava, desesperadamente, um ensaio.

Além do triunfo dos Buccaneers, o encontro entrou ainda para a história da NFL, por Sarah Thomas ter sido a primeira mulher a fazer parte da equipa de arbitragem.

The Weenknd deu concerto ao intervalo

Numa das mais aguardadas atrações do Super Bowl, o cantor pop The Weeknd sucedeu a Jennifer Lopez e Shakira e cantou os seus maiores sucessos durante o intervalo.

Com limitações logísticas devido a medidas de prevenção - o público não teve permissão de descer ao campo desta vez -, o canadiano apareceu num palco localizado nas bancadas e abriu a apresentação com "Starboy" em frente a um cenário com uma silhueta urbana iluminada com luzes de néon.

O mini-concerto de 12 minutos foi encerrado com o cantor no relvado rodeado por dezenas de dançarinos vestidos como ele - calças preta e camisa e casaco vermelhos - com as cabeças completamente enfaixadas, enquanto cantava "Blinding Lights" perante uma paisagem de fogos-de-artifício.

O Super Bowl também homenageou os protagonistas da luta contra o coronavírus nos Estados Unidos, país com mais mortes (463 mil) e infeções (26 milhões) devido à pandemia. Cerca de 7500 bilhetes foram reservados para profissionais de saúde já vacinados em sinal de agradecimento ao trabalho realizado no combate à ovid-19, que teve a Flórida como um dos principais focos do país.

A americana Amanda Gorman, a jovem poetisa que impressionou na posse do presidente Joe Biden, também prestou homenagem aos heróis silenciosos da pandemia com o primeiro poema lido na história do Super Bowl.

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