Rogério Alves responde a Bruno de Carvalho sem afastar candidatura

Advogado relembra que nunca fez parte de qualquer direção, recusa o epíteto de D. Sebastião e diz que não há nenhum processo eleitoral em curso... sem declinar uma ida a votos. E garante que tinha muito para dizer...

Rogério Alves decidiu responder a Bruno de Carvalho, utilizando o seu espaço de opinião no diário desportivo A BOLA.

Relembre-se que o atual presidente leonino visou diretamente o advogado na Assembleia Geral do último sábado, acusando-o de pertencer a "grupinhos", de ter passado por anteriores direções sem "denunciar tudo aquilo" que se passava no Sporting e finalizou com uma pergunta: " Por que se quer manter como o D. Sebastião do nosso clube e não afirma de uma vez por todas que quer ser presidente do Sporting e que tudo fará para o conseguir?"

Pois bem, Rogério Alves não enjeitou o desafio, mas decidiu colocar alguma água na fervura. Realçou, no artigo publicado esta quinta-feira, que "o mais importante para a família sportinguista é a vitória no Campeonato Nacional de Futebol". Em simultâneo fala de "momentos de desnecessária turbulência" e garante que "teria muita coisa para dizer no âmbito do debate interno em curso no Sporting, muita coisa mesmo". E explica que não concorda com "assembleias transformadas em pelourinhos"

Em relação ao que Bruno de Carvalho disse, Rogério Alves recorda: "Nunca fiz parte de qualquer direção nem para tal concorri." E vai mais longe ao lembrar que foi "presidente da Mesa da AG e da SAD no mandato de Soares Franco e presidente da Mesa da AG da SAD no tempo de José Eduardo Bettencourt", tendo chegado a "numa AG a votar contra propostas da direção".

Sobre um eventual candidatura, Rogério Alves não é taxativo, ou seja não afasta por completo a possibilidade de se submeter à vontade dos sócios. Ainda assim dá conta de que "não há nenhum processo eleitoral em curso, não há eleições à vista. Não há candidatos na pole position nem isso me interessa". Na sequência desta frase desvaloriza o epíteto de D. Sebstião com que foi brindado pelo atual presidente: "Não aprecio o sebastianismo, porque se destina a mortos ou desaparecidos e, assim ajuízo, o quixotismo só fica bem na literatura."

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