Jorge Jesus: "Ausências de Bas Dost e Gelson? Jogamos um bocadinho no escuro"

Treinador leonino fez este sábado a antevisão do jogo deste domingo (18.00) no Estádio António Coimbra da Mota, frente ao Estoril, a contar para a 21.ª jornada da I Liga

"Sporting quer continuar no topo da classificação, mas independentemente disso a pressão de ganhar é sempre igual. Tanto faz se estás em primeiro ou em segundo. Espero que a Amoreira esteja pintada de verde, para que a gente sinta o apoio dos nossos adeptos, que tem sido fundamental. Queremos sair de lá com os três pontos", começou por dizer Jorge Jesus, em conferência de imprensa, deixando elogios ao Estoril: "Acho que o Estoril tem vindo a melhorar de jogo para jogo, aproveitou o mercado e contratou alguns jogadores. Está num período bom e tanto assim é que ganhou 3-0 no último jogo. Não sei qual é o melhor período do Sporting, mas sei que vai no 37.º jogo da época e tem vindo a fazer umas provas de muita qualidade e de muito saber. Para vencer o Estoril, o Sporting tem que estar ao melhor nível."

O técnico sportinguista abordou ainda as ausências dos titularíssimos Bas Dost e Gelson Martins, ambas por lesão. "Não há tempo para mudar alguma coisa na equipa sem o Bas Dost e o Gelson. Praticamente não treinamos, jogamos de três em três dias. Esses são apenas o nosso melhor marcador e o jogador que mais assistências faz, mas temos outros jogadores. Só temos tempo de tirar jogador A e meter jogador B. Jogamos um bocadinho no escuro", confessou.

Sobre as alternativas ao holandês na frente de ataque, afirmou que Montero e Doumbia possuem características completamente diferentes. "Bas Dost é um grande finalizador dentro da área, mas fora da área tem estado a crescer muito connosco. Tem um poder impressionante no jogo aéreo e sabe ganhar o espaço com muita facilidade, como poucas fazem. Tivemos que criar uma ideia para as características dele. Montero e Doumbia fazem mais ligação em ataque posicional e não têm as características de finalização que o Bas tem. Temos que lançar as nossas ideias no jogo para ver se dá. Se não tivéssemos ido buscar o Fredy, só teríamos o Doumbia", considerou.

"Temos Acuña, Bruno César, Bryan Ruiz... Temos alguns recursos para corresponder a essa posição. Perdemos dois jogadores de alas, mas vão recuperar", acrescentou, sobre as soluções para os flancos numa fase em que não vai poder contar com Gelson e Misic.

Acerca dos reforços de inverno ainda por estrear, Lumor, Misic e Wendel, JJ diz que precisam de tempo de adaptação às suas ideias. "São jogadores que requerem tempo de treino e de conhecimento das ideias do treinador. O Rúben Ribeiro é diferente, é um jogador a que damos muita liberdade tática, por isso é que chegou aqui e jogou logo. Houve alguém que ficou muito surpreendido, porque não percebe. O Laporte chegou ao Manchester City e passados três ou quatro dias estava a jogar, e o Pep Guardiola é um dos melhores treinadores do mundo", rematou.

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