Já são conhecidos os elementos da Comissão de Fiscalização nomeados por Marta Soares

Esta comissão irá substituir o Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting. Mas Bruno de Carvalho não reconhece legalidade e legitimidade a esta comissão e vai impedi-los de entrar em Alvalade

Henrique Monteiro (ex-diretor do Expresso e atual diretor editorial adjunto do Grupo Impresa), João Duque (ex-presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão), António Paulo Santos (advogado), Luís Manuel Macedo Pinto de Sousa (coordenador responsável da Rede de Investigação sobre Agências Anti-Corrupção) e Rita Batalha Garcia Pereira (advogada). São estes os elementos designados pela Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Sporting para comporem a Comissão de Fiscalização para exercer transitoriamente as funções que eram do Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting que caiu.

Marta Soares, presidente da MAG, recorreu aos estatutos do clube para designar esta comissão, com base no artigo 41 - "Se se verificar causa de cessação de mandato da totalidade dos membros do Conselho Diretivo ou do Conselho Fiscal e Disciplinar ou se, convocadas eleições para qualquer daqueles órgãos, não houver candidaturas, pode, no primeiro caso, e deve, no segundo, o presidente da Assembleia Geral designar uma comissão de gestão ou uma comissão de fiscalização, ou ambas."

Recorde-se que o Conselho Diretivo do Sporting, presidido por Bruno de Carvalho, não reconhece legalidade e legitimidade a esta comissão de fiscalização designada pela MAG para substituir o Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) e já anunciou que não permitirá o acesso dos seus elementos às instalações do clube.

"Não permitiremos o acesso das pessoas que venham a fazer parte dessa eventual comissão aos escritórios e serviços do clube. Como já referimos por diversas vezes, estamos a aguardar que os serviços jurídicos do Sporting verifiquem da legalidade de tudo o que se tem passado, mas afirmamos que consideramos absolutamente ilegal a decisão de nomear uma comissão de fiscalização em vez de serem marcadas, como mandam os estatutos, eleições para os órgãos demissionários no prazo de 45 dias desde a data das renúncias, ou seja, até 01 de julho", afirmou a direção.

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