Gelson, o Robinho português que driblou o atletismo e o futsal

Começou a fintar pedras e vasos, em Cabo Verde, a imitar o brasileiro; já rendeu 33 mil euros ao Fofó

"Comecei a jogar na rua em Cabo Verde, depois vim para Portugal e fui jogar para o Fofó. E o Sporting foi lá buscar-me aos 16 anos". Foi assim que Gelson Martins resumiu ao DN, em junho, antes do Mundial Sub-20, o caminho desde a Cidade da Praia, onde nasceu a 11 de maio de 1995, até à Academia de Alcochete, com passagem pelas ruas da Amadora e pelo Futebol Benfica (Fofó).

O segredo do drible, a sua imagem de marca, está na imitação. "Via o Robinho na televisão e tentava imitar cada gesto, cada toque. E era rápido como ele. Fintava os outros rapazes na rua, driblava pedras e até vasos", contou o internacional Sub-20. Aos oito anos, mudou-se com a família para Portugal, e passou a fazer fintas nos parques da Amadora, mas foi a velocidade que sobressaiu primeiro. "Corria muito e um dia desafiaram-me a experimentar o atletismo. Fiz corridas de fundo e meio fundo. Como tinha uma resistência invulgar para a minha idade, queriam que treinasse para maratonas", revelou o jogador ao site da Federação, depois de ser chamado aos Sub-19.

Mas um amigo não gostou de ver tanta técnica e habilidade com a bola desperdiçada e levou-o a prestar provas ao Futebol Benfica. Tinha 12 anos e ficou... até aos 16. Mas não sem antes o tentarem roubar ao futebol outra vez. Convenceram-no que seria "craque" no futsal, por causas dos dribles, e ele pediu ao Fofó para o libertar. "Como é que o ia deixar ir para o futsal? Ele agora sabe disso e já me confessou que não tinha bem a noção do que era capaz no futebol até ir para o Sporting e chegar à seleção", contou ao DN Domingos Estanislau, presidente do clube da zona de Benfica por onde passou também Paulo Bento, entre outros.

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