Fugir do quarto para jogar ao póquer à holandesa

Sporting goleia lanterna-vermelha Tondela com Bas Dost a marcar todos os golos (e a falhar um terceiro penálti), aumentando para oito os pontos de vantagem sobre o Sp. Braga

Com um póquer do holandês Bas Dost, o Sporting goleou ontem em Tondela a equipa local por 4-1, ganhando dois pontos ao Sp. Braga na luta pela terceiro lugar. Os leões tiveram três pontapés de penálti a favor, todos bem assinalados por Bruno Paixão, mas o dianteiro desperdiçou o último já no período de compensação, igualando ainda assim um feito que não se via em Alvalade desde que Liedson marcou também por quatro vezes numa deslocação ao Restelo, em 2010.

Perante o último da tabela, e sabendo que o Sp. Braga empatara em Chaves pouco antes, Jorge Jesus, sem poder contar com Alan Ruiz e Bruno César, optou por recuar Bryan Ruiz para a posição normalmente ocupada por Adrien, cabendo a Podence a missão de jogar nas costas de Bas Dost enquanto Matheus Pereira voltou a ser titular na esquerda do ataque - o primeiro foi um dos melhores em campo, o segundo subiu bastante de produção na segunda metade.

Num jogo quezilento (aos 35 minutos, por exemplo, já se contabilizavam 19 faltas), as primeiras ocasiões apareceram de bola parada: um canto a favor dos locais permitiu a Jaílson surgir sem qualquer marcação ao segundo poste, embora ainda longe da baliza, mas o remate saiu torto; pouco depois, um livre direto marcado por Bryan Ruiz com classe obrigou Cláudio Ramos a um voo impressionante para negar o golo aos leões.

Só com Podence a mostrar algum inconformismo, correndo toda a frente de ataque, o Sporting sentia problemas para sair para o ataque. Os adversários já perceberam que é relativamente fácil condicionar William, e Bryan, sendo um "estilista", também não transportava a bola para o ataque, preferindo os lançamentos longos ou os passes para as zonas laterais.

Um, dois, três e quatro

Foi assim quase sem avisar que o Sporting chegou ao golo. Um lançamento lateral de Zeegelaar foi bem aproveitado por Podence para fugir da marcação e ganhar a linha, de onde cruzou para uma finalização impecável de Bas Dost de pé direito, aos 33 minutos.

Já a segunda parte foi completamente diferente. A equipa de Jesus surgiu mais forte, a circular melhor a bola e criou duas boas ocasiões, ambas desperdiçadas por Bas Dost. Mas o golo surgiria na outra baliza, num lance iniciado num mau passe de Bryan Ruiz e que acabou com Pedro Nuno a centrar da direita para o coração da área onde Jhon Murillo surgiu a desviar. A resposta, no entanto, não tardou: um lance individual de Matheus Pereira deixou Bas Dost na cara de Cláudio Ramos e este não perdoou.

Os restantes dois golos surgiram da marca dos 11 metros. No primeiro, Kaká derrubou Gelson (muito bem lançado por Podence); no segundo, foi Claude Gonçalves a empurrar Bas Dost, que se preparava para cabecear. O holandês marcou bem o primeiro, foi feliz no segundo e acabaria por desperdiçar um terceiro, a punir um derrube sobre Francisco Geraldes, que se estreou na equipa principal do Sporting.

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