"Bruma não é um terrorista financeiro", defende Baldé

O empresário e tutor de Bruma, Catió Baldé, diz que tudo se mantém em aberto face ao futuro do jovem futebolista, apesar das muitas contradições que têm marcado o "caso".

O futuro de Bruma só será resolvido após a Comissão Arbitral Paritária (CAP) se pronunciar sobre o litígio com o Sporting. Até lá, segundo o empresário e tutor do jogador, Catió Baldé, tudo se manterá em aberto, inclusive um entendimento com os leões.

"Vamos aguardar, mas o diálogo com o Sporting nunca esteve fechado. O caminho escolhido pelos responsáveis do clube, a certa altura, não foi esse. Mas, nos muitos anos de trabalho com o Sporting, também nunca fui parte do problema mas sim da solução", disse Catió Baldé, em entrevista à Antena 1.

O entendimento com o Sporting é, garante, possível, mas apenas no que toca a uma transferência para outro clube, uma vez que a continuidade em Alvalade está descartada. "Com toda esta polémica, [Bruma] não tem ambiente para voltar ao Sporting. Bruma não tem o equilíbrio nem a estrutura mental para regressar ao Sporting", vincou.

Depois de ter dito, ao DN, que Bruma estaria a treinar-se num novo clube até ao final da última semana, Catió Baldé assegura que ainda nada está decidido, apesar do interesse de vários clubes. "Bruma não é nenhum terrorista financeiro, não está cá por dinheiro, mas também é jovem e tem o direito de ouvir propostas... Só para dar uma ideia: Bruma tem uma proposta de um clube para um contrato de cinco anos de 12 milhões de euros. Qual é o clube? Não vou dizer, porque o advogado [Bebiano Gomes] assim decidiu", vincou.

Marselha, Schalke 04 e Chelsea, este último com uma proposta de dois milhões de euros que tanto Baldé como o Sporting consideraram "ridícula", também manifestaram interesse em Bruma, confirma o empresário. Sobre o FC Porto, nem uma palavra. Já em relação ao polémico episódio do alegado rapto, Baldé, depois de ter dito que o episódio teria ocorrido junto ao hotel onde Bruma estava hospedado, diz agora que não sabe onde tal aconteceu. "Houve mesmo uma tentativa de rapto, não sei onde, mas houve. E o objetivo era obrigar Bruma a assinar o contrato", relatou.

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