Sporting nega aumentos a dirigentes da SAD e diz que Varandas ganha menos do que os rivais

Leões garantem que na AG da SAD realizada na quarta-feira à noite não foi proposto ou aprovado qualquer aumento aos administradores. E fazem uma comparação com os grandes rivais.

A SAD do Sporting negou esta quinta-feira que tenha sido proposto ou aprovado na AG do clube realizada na quarta-feira à noite "qualquer aumento da remuneração dos membros do Conselho de Administração da Sporting SAD". Em comunicado, os leões garantem que "o modelo da política de remuneração aprovado assenta nas mesmas bases desde 2018" e citam mesmo exemplos dos rivais Benfica e FC Porto, concluindo que a remuneração fixa do presidente Frederico Varandas "é equivalente a 40% da do CEO de uma das SADs rivais e 23% do presidente da outra SAD".

Mesmo sem nunca mencionar os nomes dos clubes rivais e dos dirigentes em causa, é fácil perceber que a comparação é feita com as remunerações de Domingos Soares Oliveira (CEO do Benfica) e de Pinto da Costa (presidente do FC Porto e SAD dos dragões).

No comunicado, os leões garantem ainda que esta diferença salarial seria maior (para 49% e 34%) se fosse contabilizada a remuneração variável. "Em qualquer caso e seja qual for o critério, como se vê, a remuneração do presidente do Conselho de Administração da Sporting SAD é muito inferior à dos seus homólogos nas principais SADs rivais", pode ainda ler-se.

No Relatório e Contas relativo à época 2020-21, enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Sporting enumera as remunerações de todos os membros do Conselho de Administração da SAD. Assim, na última temporada, Frederico Varandas auferiu 147 mil euros brutos, Francisco Zenha 98 mil, João Sampaio 73,5 e André Bernardo um total de 98 mil euros. Todos estes valores são brutos.

Nas contas do Benfica relativas também ao exercício 2020-21, é descrito que Domingos Soares Oliveira recebeu um total de 451 mil euros (370 fixos e 81 mil euros em variáveis). Já Miguel Moreira, administrador da SAD, embolsou 121 mil euros (106 fixos e 15 variáveis).

Relativamente ao FC Porto, e segundo o último relatório e contas disponível com este item (época 2018-19), Pinto da Costa recebeu mais de um milhão de euros, sendo 641,140 mil euros de remuneração fixa e 500 mil em gratificações.

Ainda de acordo com os leões, e tendo em conta os totais dos dirigentes das SAD rivais, "o total das remunerações fixas da Sporting SAD é de 75% de uma dessas SADs e - sublinhe-se - de apenas 24% da outra SAD". "Caso se compute a remuneração variável proposta pela Comissão de Acionistas para o exercício em curso, o valor total praticado na Sporting SAD mantém-se inferior aos das principais SADs rivais: 96% de uma e 36% de outra", lê-se ainda na missiva.

Inalterado desde 2018

O Sporting esclarece que, "como em todos os anos anteriores, por um lado, o limite máximo da remuneração fixa mantém-se inalterado desde 2018 e, por outro lado, a remuneração efetiva de todos e de cada um dos membros do Conselho de Administração da Sporting SAD fica - como tem ficado sempre - muito aquém desse limite máximo, o que equivale a dizer que essas remunerações nem sequer atingem o limite validado em sucessivas Assembleias Gerais". "E é assim porque o Conselho de Administração prescindiu, mais uma vez, como em todos os anos anteriores, do aumento a que teria direito por proposta da Comissão de Acionistas e deliberação da Assembleia Geral", garantem os leões.

A SAD leonina frisa ainda que "o modelo da política de remuneração aprovado assenta nas mesmas bases desde 2018, prevendo uma remuneração fixa e uma remuneração variável". "A remuneração variável é calculada com base em objetivos desportivos e financeiros e é limitada, até ao corrente exercício, a 50% da remuneração fixa. A partir do próximo exercício esse limite passa para 75%, frisando-se, todavia, que a existência ou não de uma tal remuneração no próximo exercício só será apreciada e votada em 2022", assinalam.

O Sporting destaca ainda no comunicado que "até ao presente exercício, os membros do Conselho de Administração da Sporting SAD não auferiram, nunca, qualquer remuneração variável" e lembram que "a política de remunerações é proposta por uma Comissão de Acionistas independente e não pelo próprio Conselho de Administração".

nuno.fernandes@dn.pt

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