Jovane saltou do banco para colocar o Sporting na final

FC Porto perdeu com os leões (2-1) e continuará sem o único troféu que lha falta no museu. Rúben Amorim quer a oitava Taça da Liga, a segunda como treinador.

A malapata do FC Porto com a Taça da Liga continua. A equipa portista perdeu esta terça-feira com o Sporting (2-1), na meia final da prova que nunca ganhou em 14 edições. Num jogo pouco emotivo até aos últimos dez minutos, a equipa de Sérgio Conceição esteve a ganhar com um golo de Marega, mas depois a garra e o génio de Jovane entrou em campo e deu a volta ao resultado em oito minutos. O miúdo que um dia foi fazer testes ao Dragão, mas que acabou na Academia leonina por vontade do pai, colocou os leões na final da prova que já venceram por duas vezes (2018 e 2019) em cinco finais.

Rúben Amorim teve o mérito de fazer a substituição na hora certa. O atual treinador do Sporting, que já venceu por sete vezes a Taça da Liga (cinco como jogador do Benfica e duas pelo Sporting de Braga, um como futebolista e outro como técnico) e tem assim nova oportunidade para conquistar o troféu.

Privado do cérebro da equipa (Sérgio Oliveira, com covid-19), Sérgio Conceição surpreendeu ao jogar com três centrais, mais Felipe Anderson, João Mário e ainda Corona no tridente ofensivo. Do outro lado Rúben Amorim apostou num Sporting com Gonçalo Inácio (o tal que tem menos jogos a titular que Pepe tem de finais da Champions) ao lado de Porro e Feddal e ainda Antunes. Com duas estruturas a jogar em 3x4x3 e com dinâmicas muito parecidas tornou-se difícil arranjar espaços e criar perigo junto das balizas.

Depois de um bom início do FC Porto, o Sporting conseguiu sacudir a pressão e pressionou mais alto, conseguindo também aproximar-se da baliza. Um remate de Pedro Gonçalves aos 33 ainda tirou tinta da barra da baliza defendida por Diogo Costa, mas a grande oportunidade de golo da primeira parte foi de Marega. Na recarga a um remate do jovem João Mário, o maliano acertou no poste da baliza de Adán.

Dez minutos finais valeram por 90

No regresso dos balneários tudo na mesma. Os treinadores mantiveram o esquema e os protagonistas. O FC Porto manteve a iniciativa de jogo e Uribe desperdiçou uma prenda de Marega. Bem servido pelo maliano, de frente para a baliza e sem marcação, o colombiano acertou mal na bola e atirou para as nuvens.

Sérgio Conceição levou as mãos à cabeça e começou a pensar como iria desmontar o esquema defensivo leonino. Mandou aquecer Fabio Vieira, Manafá e Toni Martínez. Rúben respondeu com Borja, Jovane Cabral e Matheus Nunes e foi o técnico leonino o primeiro a mexer. Tirou o aniversariante João Mário e meteu Matheus na esperança de criar dinâmicas que a equipa não estava a conseguir até então.

O jogo estava com pouca baliza. Exigia-se mais oportunidades de golos a quem queria resolver o jogo no tempo regulamentar e evitar os penáltis. Com o passar dos minutos o jogo foi ficando rasgadinho e deu azo a algum nervosismo, que por sua vez levou a alguns erros. Se os dragões ficaram a pedir o segundo amarelo para Palhinha aos 66 minutos, o Sporting nem queria acreditar no falhanço de Nuno Santos aos 75 minutos. Isolado o avançado permitiu um corte sensacional de Felipe Anderson, vindo de trás.

O lance galvanizou os dragões que chegariam ao golo logo depois num lance caricato. Marega levou tudo à frente, arrastou com ele alguns leões e depois arriscou o remate... a bola saiu frouxa e em rosca, mas levou o caminho da baliza.

Com cinco minutos para jogar, Rúben meteu Jovane em campo e ele respondeu com um golaço empatando o jogo. O treinador deu um salto no banco, como se adivinhasse o que estava para vir. Minutos depois o mesmo Jovane deu a volta ao jogo, colocou o Sporting na final da Taça da Liga e acabou em lágrimas.

Agora o Sporting espera pelo adversário, que sairá do duelo do Sp. Braga com o Benfica (quarta-feira, 19.45).

Acusações, ameaças e covid-19

Sporting e FC Porto esgrimiram argumentos em campo depois de uma violenta e feia troca de acusações devido a dois "falsos positivos" de covid-19 entre os leões. Depois do clube leonino informar que, afinal, Nuno Mendes e Sporar tinham tido "falsos positivos" nos testes de deteção do novo coronavírus antes do clássico e de revelar a intensão de os utilizar, o FC Porto acusou o adversário de "atentado à saúde pública" ameaçando não ir a jogo.

O Sporting defendeu-se e acusou os dragões de pressão "absolutamente inaceitável" junto das "autoridades de saúde e da Liga" para que a dupla falhasse o encontro - o que acabou por acontecer por indicação da DGS a horas do início do clássico.

No final o (médico) presidente leonino foi à sala de Imprensa explicar o caso e revelar que está de novo na linha da frente no comabte à pandemia. "Agora vou abandonar este patético mundo de covid porque dentro de poucas horas vou entrar de banco 24 horas para tratar doentes covid reais", atirou Frederico Varandas.

A polémica não beneficia o futebol numa altura em que há um claro aumento de casos de covid-19 e que o Benfica reportou um surto com 17 infetados.

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