Sporting empata campeão e mantém 10 pontos de avanço sobre o FC Porto

Líder continua imbatível no campeonato e empatou FC Porto no Dragão (0-0), mantendo dez pontos de vantagem. Sp. Braga pode chegar ao 2.º lugar e ficar a nove pontos, mas falta menos uma jornada para o fim da Liga e o título 19 está mais perto de Alvalade 19 anos depois

O FC Porto, definitivamente, emperra perante as equipas de Rúben Amorim, tal como os outros rivais de topo (Braga foi derrotado duas vezes e Benfica uma). Esta época, foi a equipa que esteve mais perto de bater o líder do campeonato, tanto em Alvalade, como no jogo de ontem no Dragão (0-0). Mas não o conseguiu em nenhuma das ocasiões e este duelo acaba, esta época, com vantagem para o Sporting: uma vitória na meia-final da Taça da Liga (2-1), dois empates. E dez pontos de vantagem sobre o atual campeão nacional, quando faltam 13 jornadas para o fim do campeonato.

O jogo esteve longe de ser espetacular, sobretudo porque o Sporting foi pragmático. Primeiro, tratou de manter a baliza a salvo; depois, quando conseguiu, tentou ferir o adversário em investidas a grande velocidade. Mas só conseguiu uma oportunidade clara de golo (Matheus Nunes falhou por pouco).

Como se disse, o FC Porto foi a equipa que mais perto esteve de bater o Sporting no campeonato (cedeu quatro empates em 21 jogos, ganhando 17 vezes). Ontem, conseguiu colocar alguma pressão nos últimos 25 minutos da primeira parte e nos primeiros da segunda. E foi especialmente neste período que quase chegou ao golo, uma vez por Zaidu e duas por Taremi. Mas não o conseguiu e a melhor defesa da Liga (10 golos sofridos) levou a melhor.

Ainda assim, a equipa de Sérgio Conceição arrisca-se a ser a única a não perder com o Sporting (só Famalicão e Rio Ave, que também empataram com os leões na primeira volta o podem também conseguir) e foi a primeira a não sofrer golos.

A liderança do Sporting explica-se muito por isto: em 2020, em sete duelos com os rivais, perdeu seis (relativos à época passada) e empatou um (o 2-2 de Alvalade com os dragões). Em 2021, quatro vitórias e um empates em cinco duelos: 2-0 (jornada 12) e 1-0 (final da Taça da Liga) ao Braga; 2-1 (meia-final da Taça da Liga) e o 0-0 de ontem com o FC Porto; e 1-0 ao Benfica (jornada 16).

Ou seja, seis derrotas em seis confrontos com os três rivais em 2019/2020: duas com o FC Porto, duas com o Benfica e duas com o Sp. Braga. Seis confrontos em 2020/21 com quatro vitórias e dois empates.

Jogo intenso

O clássico começou fechado e assim se manteve durante quase toda a primeira parte. As defesas foram melhores do que os ataques, mas também se pode dizer que as cautelas de ambos os lados criaram uma mentalidade de risco quase nulo no jogo.

Ou seja, o FC Porto começou a tentar dar mais fogo ao jogo a partir dos 20 minutos, mas perdia-se sempre entre a competência defensiva do Sporting.

A equipa de Rúben Amorim nunca se esquivou a controlar a bola o mais adiantado possível no terreno, mas também não teve qualquer complexo em recuar e esvaziar os espaços nas costas da última linha para evitar os movimentos de Marega, Taremi, Manafá ou Zaidu.

Perigo, na primeira parte? Até houve, num lance. Manafá (27"), lançado por Otávio, rematou na passada dentro da área, mas Adán sacudiu com segurança.

O intervalo chegou com uma estatística de seis remates: cinco para os dragões, um para os leões. Que importe referir, só o acima registado, de Manafá.

Logo a abrir a segunda parte, Zaidu apareceu imponente na área do Sporting, depois de ganhar em rapidez e potência um duelo a Gonçalo Inácio e sair disparado na direção da baliza. O remate levou a bola a sair a centímetros do poste esquerdo de Adán. Que perigo.

Embalada, a equipa de Sérgio Conceição construiu uma grande oportunidade de golo, aos 57". Bola longa para a direita da área, classe pura de Corona a assistir Taremi, mas o iraniano falhou um golo cantado. À entrada da pequena área, com Adán fora do lance, acertou mal na bola e perdeu o 1-0.

Este lance marcou uma mudança no jogo. O FC Porto deixou de ter o controlo do jogo e o Sporting começou a fazer raides à área de Marchesín. Aos 73", uma bola longa nas costas da defesa portista, Matheus Nunes arrancou e deixou para trás Otávio e, na cara de Marchesín, atirou por cima da barra. O golo do Sporting passou a centímetros da baliza.

Depois, veio ao de cima a maior frescura física do Sporting, por contraste com um desgaste visível do FC Porto. Sem se deslumbrar, a equipa de Rúben Amorim geriu a bola, tentou dar uma estocada no adversário, mas concentrou-se sobretudo em não ceder espaço para o FC Porto chegar ao golo.

A 13 jogos do final, o Sporting matém a liderança com 10 pontos de avanço sobre o FC Porto, mas pode ver essa margem sobre o 2.º classificado reduzida para nove pontos pelo Sp. Braga, que hoje joga na Choupana com o Nacional.

O título 19 do Sporting, 19 anos depois, está cada vez mais perto.

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