Só mesmo o Diabo é que consegue ver o Mundial na Tasmânia

Para quem vive em latitudes opostas ao país onde decorre o Mundial, a alternativa é tirar férias e vir para Lisboa torcer pela sua seleção

Ver o Mundial do outro lado do mundo é bem tramado. Só mesmo para os fanáticos, dispostos a acertar o despertador para as duas e três da madrugada, assistir aos jogos pela televisão, voltar para a cama e acordar quatro ou cinco horas mais tarde, ainda estremunhados, e ir trabalhar. "É por isso que é muito melhor tirar férias e vir para a Europa", conta Jesse Tuckerman.

O rapaz vem de muito longe, mais propriamente da Tasmânia, uma ilha separada da Austrália continental, escondida entre montanhas, lagos e pinguins. É um autêntico postal ilustrado da natureza, mas por alturas do Mundial de nada serve viver rodeado de tanta beleza.

Há nove horas de diferença a separar a Tasmânia deste campeonato

A Arena Portugal, montada no Terreiro do Paço, em Lisboa, é o primeiro destino de Jesse, mas só porque nunca chegaria a tempo de ver o jogo da Austrália contra a Dinamarca ao vivo. Amanhã, lá vai ele para o aeroporto, bem cedo, com a camisola e a bandeira australianas na bagagem até Moscovo, esperando que a sua seleção "consiga, jogo a jogo, chegar, pelo menos, aos oitavos-de-final".

Há outros australianos que andam pela Praça do Comércio e que por aqui vão ficar. O Mundial é onde houver uma praça e um ecrã gigante, mas desde que não seja em cidades com fusos horários do Diabo. Camberra, Queensland ou Sydney, todas elas estão separadas do Terreiro do Paço por nove horas de diferença.

"Embora nunca não seja muito madrugador até sou capaz de me levantar cedo pela minha seleção, mas muito melhor é estar em Portugal e não ter de me preocupar com essas coisas tão triviais para quem está na Europa", diz Damian Robbie, adepto a viver em Camberra.

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