Selecionador mais jovem do Mundial perdeu 12 familiares em 2002

Aliou Cissé, do Senegal, é o único treinador negro no Campeonato do Mundo, um dos mais mal pagos e tem história de vida dramática

O selecionador senegalês Aliou Cissé pode levar esta quinta-feira o Senegal a ser único representante africano nos oitavos de final do Mundial, é o mais jovem (42 anos), o único negro e um dos mais mal pagos do torneio (200 mil euros anuais).

Antes de ser selecionador, foi internacional pelo seu país, tendo capitaneado os leões de Teranga até aos quartos de final no torneio de 2002. Nesse mesmo ano, depois de ter brilhado no Campeonato do Mundo e de ter assinado pelos ingleses do Birmingham, recebeu uma das piores notícias da sua vida: O ferry Le Joola, que fazia o trajeto entre Ziguinchor e Dakar, no Senegal, afundou-se na sequência de uma tempestade muito forte, tendo perdido a vida 1893 pessoas - salvaram-se 64 -, entre as quais 12 membros da família de Aliou Cissé, entre tios, sobrinhos e primos.

Esse foi considerado o segundo maior desastre marítimo civil da história. No momento do acidente, o ferry transportava o triplo da sua lotação (580 passageiros).

Aliou Cissé fez toda a carreira de futebolista entre França e Inglaterra, tendo representado Lille, Sedan, PSG, Montpellier, Birmingham, Crystal Palace, Portsmouth e Nimes. Em 2015, substituiu o antigo internacional francês Alain Giresse no comando a seleção do Senegal.

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