Santos: "No futebol não há justiça e injustiça, há quem marca e quem não marca"

O selecionador considerou o resultado injusto e deixou uma promessa : "Temos que olhar para a frente e ganhar o campeonato do mundo".

O selecionador nacional, Fernando Santos, defendeu este domingo que os jogadores portugueses "deram tudo o que tinham para dar", lamentando a derrota frente a uma Bélgica que só fez cinco remates e apenas um deles enquadrado com a baliza. Já Portugal, referiu, "fez 29 e acertou duas vezes no poste". Falando de um "resultado injusto," o selecionador recusou falar em sorte e azar: "No futebol não há justiça e injustiça, há quem marca e quem não marca."

Visivelmente emocionado, Fernando Santos lembrou que "o futebol é isto". Nas primeiras declarações após o final da partida, acrescentou: "Umas vezes marca-se e dás a volta ao jogo. Hoje não conseguimos. Os jogadores deram tudo o que tinham", atirou, explicando que conseguiram até ultrapassar o cansaço apesar de terem tido menos tempo de descanso do que os adversários. "Mas isso agora não serve de nada, é tudo conversa", admitiu, dizendo que muitos jogadores estavam em lágrimas, como muitos portugueses também deviam estar, "desiludidos e tristes".

Já na conferência de imprensa, o selecionador lembrou que noutras ocasiões foi a seleção portuguesa que teve menos chances e mesmo assim ganhou. E que agora é preciso levantar a cabeça e olhar para o futuro: "Temos que olhar para a frente e ganhar o campeonato do mundo".

Questionado sobre as mudanças que fez em relação aos jogos anteriores, Fernando Santos admitiu que quis refrescar um pouco a equipa. "Fiz o que tinha que fazer, mas o resultado é que conta". O selecionador admite que a equipa não entrou bem, mas conseguiu melhorar depois dos primeiros dez minutos, conseguiu encontrar os espaços certos. O golo foi "um momento duro", perto do intervalo, mas "a equipa levantou a cabeça". Mas não conseguiu dar a volta ao resultado.

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