Rússia excluída das grandes competições por dois anos

O Tribunal Arbitral dos Desportos deu como provada a violação das regras antidoping. Atletas russos podem estar nos Jogos Olímpicos como individuais.

O Tribunal Arbitral dos Desportos (TAS) decidiu excluír a Rússia das grandes competições desportivas mundiais por dois anos. A decisão prende-se com o facto de aquele país ter violado as regras do antidoping, o que significa que não participará, enquanto nação, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que se realizam no verão de 2021, nem dos Jogos de Inverno de Pequim também no próximo ano. A punição abrange igualmente o Campeonato do Mundo de futebol do Qatar, marcado para 2022.

Os três árbitros designados pelo TAS, sediado na cidade suíça de Lausanne, reduziram a metade a punição proposta no ano passado pela Agência Mundial Antidoping (Wada), que defendeu uma pena de quatro anos de suspensão, mas com a possibilidade de os atletas russos, que nunca foram apanhados com doping, participarem nas competições com uma bandeira neutra.

Com esta punição, o regresso da Rússia às grandes competições poderá acontecer nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

Fundada em 1999 após o escândalo equipa Festina no ciclismo, a Wada realizou um grande investimento na investigação e viu sua credibilidade ameaçada quando os Estados Unidos ameaçaram cortar a ajuda e adotar uma lei que permitisse liderar sua própria cruzada mundial contra o doping.

O Comité Olímpico Internacional (COI) e as Federações aguardavam por orientações claras do TAS, a sete meses dos Jogos de Tóquio, para evitar a incerteza e as confusões dos últimos anos originadas por este caso envolvendo a Rússia.

Isto porque pouco antes dos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, a Wada recomendou uma exclusão dos atletas russos, o que foi rejeitado na altura pelo COI. E, a poucos dias do início dos Jogos de Inverno de Pyeongchang em 2018, o TAS anulou a suspensão de 28 atletas russos punidos pelo COI.

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