Quem descobre um costa-riquenho num Mundial de brasileiros?

Na Arena Portugal, o jogo esteve desequilibrado. Brasileiros houve com fartura e os porto-riquenhos foram aves raras. Um verdadeiro adepto, porém, vê-se nas horas difíceis.

Um doce para quem encontrou um adepto da Costa Rica a torcer pela sua seleção no Terreiro do Paço, em Lisboa. Foram aves raras ofuscadas pelos torcedores brasileiros que ocuparam o relvado sintético da Arena Portugal com cornetas, bandeiras gigantes, ritmos do samba no pé e litros de cerveja para aguentar este calor.

Mas um verdadeiro adepto vê-se nas horas difíceis e Cher Morales Vargas esteve no Terreiro do Paço para mostrar que está com a equipa da Costa Rica contra tudo e contra todos: "Somos poucos, mas não me sinto sozinha porque por esse mundo fora há milhões de adeptos a torcer para o mesmo lado."

Estar no Mundial já é uma festa, tudo o que vier a seguir é um bónus, conta Sebastian Rodriguez que, como "adepto realista" que é, desconfia que a sua seleção não irá chegar muito longe. "É claro que há sempre uma réstia de esperança e a gente agarra-se a ela até ao fim." E foi mesmo quase no fim que essa esperança se esfumou e expulsou a Costa Rica deste Mundial.

Do outro lado da barricada estão os adversários. Vieram de todo o lado, de Belo Horizonte, de Belém do Pará, de Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília ou da cidade de São Paulo. Uns vivem em Lisboa, outros estão de férias, mas todos se encontraram no Terreiro do Paço à mesma hora e no mesmo lugar para sofrer pela seleção brasileira. "Se a gente ganhar, menina, a festa vai durar até de madrugada", promete a adepta paulista Luísa Brandão. Foi preciso sofrer até ao fim, mas acabaram por ganhar e o samba vai continuar.

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