Prodígio Verstappen bateu o recorde de ultrapassagens

Piloto holandês atingiu marca inédita desde que os dados começaram a ser registados, em 1983. Mas Lewis Hamilton foi o que mais ultrapassou numa única corrida

Max Verstappen vai de recorde em recorde na Fórmula 1. Apelidado de menino-prodígio, o piloto holandês teima em comprovar na pista que os elogios têm razão de ser, superando até as expectativas com vários recordes nos primeiros anos.

Segundo a fabricante de pneus Pirelli, o filho do ex-piloto Jos Verstappen bateu esta temporada o recorde de ultrapassagens num só ano da Fórmula 1, desde que há registos desta estatística (a partir de 1983): um total de 78, divididas entre a Red Bull (60) e a Toro Rosso (18), onde iniciou a época.

Este é mais um recorde para um palmarés que vai amealhando feitos raros em idades precoces. Verstappen tornou-se o mais novo a pilotar um carro de F1, pouco depois de completar 16 anos. Em 18 de agosto de 2014, a Toro Rosso anunciou a contratação do holandês para o lugar de Jean-Éric Vergne. A contratação do jovem gerou críticas, incluindo do ex-campeão da categoria Jacques Villeneuve, que disse mesmo que "era a pior coisa para a Fórmula 1". No entanto, logo na sua segunda corrida na categoria alcançou o sétimo lugar, no GP da Malásia de 2015, tornando-se o mais jovem piloto a pontuar no Circo, com 17 anos e 180 dias de idade - superando assim o russo Daniil Kvyat, que marcou os primeiros pontos na elite do automobilismo com 19 anos e 324 dias de idade, no GP Austrália desse ano.

Já este ano, somou mais recordes de relevo. No GP de Espanha, o piloto holandês subiu ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez. Um resultado que lhe permitiu alcançar três marcas históricas: o mais jovem piloto a liderar uma prova, o mais jovem a subir ao pódio, o mais jovem a vencer e também o primeiro holandês a fazê-lo.

Agora, dias depois de ter recebido a distinção pela Ação do Ano, da Federação Internacional de Automobilismo, passa a ser dono de mais recordes na F1: o de mais ultrapassagens feitas numa época.

Segundo a Pirelli, que começou a registar os dados da F1 em 1983, entende-se por ultrapassagem "todas as manobras realizadas em uma volta rápida (excluindo a da largada), onde a posição ganha é mantida até ao fim da volta". E sem contar quando isso acontece com ajuda de problemas mecânicos dos adversários ou no reabastecimento. Assim, baseada neste método, a empresa italiana registou um total de 866 ultrapassagens nesta temporada, com uma média de 41,2 por corrida. Um número que revela um aumento de 53% em relação a 2015 (total de 509 ultrapassagens).

Ainda segundo dados da Pirelli, o piloto que mais passou pelos rivais na mesma corrida foi Lewis Hamilton, que no GP da China passou por 18 outros carros. A prova chinesa tem ainda o recorde da época, com 128 ultrapassagens, muito à frente do GP do Brasil (64), enquanto o Grande Prémio da Hungria foi o que teve menos (10).

Vettel só foi ultrapassado uma vez

Em 2016 houve um piloto que só por uma vez viu alguém passar por ele: Sebastian Vettel. E quem foi o único a conseguir ultrapassar o alemão da Ferrari ? Não, não foi o novo campeão mundial (entretanto reformado) Nico Rosberg, nem Hamilton... mas, lá está, Max Verstappen, no GP do Brasil, à chuva, naquele que foi o melhor desempenho do holandês.

Na contabilidade geral, a equipa que mais ultrapassagens conseguiu foi a Red Bull, com 136 no total: 61 de Daniel Ricciardo, 60 de Verstappen e 15 de Daniil Kvyat. Já os dois Mercedes foram os menos ultrapassados: apenas sete vezes (Nico Rosberg em quatro e Hamilton em três).

Fernando Alonso foi o piloto que ganhou mais lugares na primeira volta dos grandes prémios (41). O espanhol prometeu ontem continuar a galgar lugares na McLaren-Honda em 2017, acabando assim com os rumores de que poderia ser candidato à vaga de Rosberg na Mercedes.

Maldonado quer voltar

Pastor Maldonado ainda não desistiu da Fórmula 1 e revelou que está a trabalhar para regressar à competição. "Tenho estado em conversações com algumas equipas e estou bastante otimista", afirmou o piloto venezuelano, que correu pela Williams e pela Lotus até 2015, quando viu o seu maior patrocinador retirar o apoio, o que o deixou de fora do Circo em 2016 .

"Infelizmente, algumas situações tiraram-me da F1 e, como todos sabem, regressar pela porta da frente nunca é fácil. No início foi duro aceitar estar fora da competição, mas depois senti-me melhor quando vi a performance da Renault", explicou, sem excluir outras categorias: "Espero estar na grelha de partida no GP da Austrália. Obviamente, não excluo outras categorias, mas a intenção é a F1."

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