Pouco vento mas emoção até ao fim na Extreme Sailing Series

Tripulações com portugueses como chefes da equipa de terra dominaram circuito madeirense. SAP Extreme venceu - mas não esmagou

O campeonato de vela de velocidade Extreme Sailing Series saiu da Madeira mais renhido do que nunca. Um ponto apenas separa agora na classificação geral os dois primeiros classificados, Alinghi e SAP Extreme.

Os catamarãs voadores GC32, de dez metros, enfrentaram ontem, mais uma vez, no quatro e último dia de regatas na baía do Funchal, condições muito exigentes. Desta vez - ao contrário do que aconteceu no sábado - o vento manteve-se constante, possibilitando a realização de cinco regatas. Só que muito fraco, em média abaixo dos seis nós. Resultado: as muitas dezenas de espetadores que foram até ao Cais 8 do porto do Funchal não viram os catamarãs "voarem".

Mas o que faltou em espetacularidade sobrou em emoção. O SAP Extreme - onde pontificam o homem do leme, o neozelandês Adam Minoprio, e o chefe da equipa de terra, Renato Conde - chegou ao último dia do circuito à frente, com alguma folga. Só que a equipa em segundo lugar, Alinghi - equipa suiça onde os "comandantes" são o suiço Arnaud Psarofaghis (timoneiro) e o português João Cabeçadas (chefe da equipa de terra) - foi recuperando aos poucos e acabou apenas a três pontos da tripulação vencedora.

Na classificação do campeonato, com três circuitos decorridos (Oman, China e agora a Madeira) e faltando cinco, o Alinghi - vencedor do campeonato de 2016 - mantém-se à frente, mas apenas com um ponto de vantagem sobre a SAP Extreme: 34 contra 33 pontos. Seguem-se o Oman Air (30 pontos), o Red Bull (26), Land Rover BAR Academy (25) e por último o NZ Extreme (23).

O Funchal viu também entrar na prova uma equipa "wild card", a "Team Extreme", com uma portuguesa, a velejador olímpica Mariana Lobato, nas funções de "skipper". Anunciava-se que um jovem velejador madeirense, Paulo Manso, faria parte da tripulação - mas na verdade só a integrou numa das 21 regatas realizadas. O "Team Extreme" ficou em sétimo (e último lugar) e o melhor que conseguiu foi um segundo lugar, na 14ª regata.

E o futuro?

Ontem todo o "circo" da Extreme Sailing Serie começou a ser "empacotado" para ser transportado até ao próximo destino: Barcelona, de 20 a 23 de julho. Vinte e três contentores com todo o material - começando evidentemente pelas embarcações - serão levados por mar para a capital catalã. O campeonato terminará em Los Cabos, México, em 3 de dezembro.

O que falta saber é se a Madeira voltará em 2018, pela terceira vez, ao circuito. Aparentemente, de ambos os lados - o Governo Regional e a OC Sports (empresa proprietária do campeonato) - a vontade vai em sentido afirmativo. Mas o acordo não está fechado.

[O DN viajou a convite do Turismo da Madeira]

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