Pinto da Costa tem 63 títulos no futebol e Conceição quer oferecer-lhe o que falta

FC Porto desloca-se hoje aos Açores para defrontar o Santa Clara e está obrigado a vencer para sonhar com a Final Four da competição. Sporting recebe o Famalicão num jogo onde também só a vitória lhes interessa.

A segunda jornada da fase 3 da Taça da Liga arranca hoje e prolonga-se até quinta-feira já com a presença dos três grandes (todos obrigados a vencer nesta ronda para conseguirem chegar à Final Four) e do Sp. Braga. O FC Porto desloca-se esta terça-feira aos Açores para medir forças com o Santa Clara (19.00, SportTV2), o Sporting recebe o Famalicão (21.15, SportTV1), o Benfica joga amanhã em Guimarães e os arsenalistas defrontam o P. Ferreira na quinta-feira.

A Taça da Liga é o único troféu que falta no museu do FC Porto. Desde a criação da prova, na época 2007-2008, os dragões marcaram presença em quatro finais. Mas foram sempre derrotados. Por isso, Sérgio Conceição acredita que este ano pode quebrar a malapata até que porque há uma dedicatória já preparada.

"A nossa ambição é a mesma em todos os jogos, chegar o mais longe possível, chegar à Final Four como fizemos nos últimos quatro anos e ser um bocadinho mais competentes. Se gostava de dar este título ao presidente? Gostava, claro. Vivemos de vitórias. Somos obcecados por títulos e ficaria satisfeito se o pudesse oferecer ao presidente", referiu ontem o técnico portista, que recusou a ideia de fazer poupanças neste jogo do Grupo D.

"Não damos minutos a jogadores menos utilizados. Eles têm de conquistar esses minutos. Tem que ver o plano estratégico do jogo, estado físico dos jogadores e olhamos para quem está em melhores condições. Não gosto de fazer gestão, porque parece que tiramos peso ou importância ao jogo. Nós queremos muito chegar à Final Four e vamos entrar com o melhor onze para conquistar os três pontos. Se perdermos estamos fora. É um o jogo decisivo", projetou.

Durante anos, sobretudo nos primórdios da competição, Pinto da Costa chegou a minimizar o valor da prova, apelidando-a de 'taça da cerveja', numa alusão ao patrocinador da competição nos primeiros anos. E em 2012, após ser eliminado pelo Benfica, o líder portista chegou a desabafar: "Desta Taça da Liga já estamos livres." Mas com o passar dos anos mudou o discurso e, recentemente, depois de admitir que "não era um grande apreciador da prova", acabou por admitir que a Taça da Liga "caiu no goto de quem gosta de futebol".

A história do FC Porto nesta competição nasceu torta. Na estreia na competição, em 2007, ainda num formato a eliminar, os dragões ficaram de fora logo no primeiro jogo, após perderem com o Fátima, treinado na altura por Rui Vitória, no desempate por penáltis. Os dragões chegaram a estar 1053 dias (oito jogos) sem conseguir vencer um jogo na competição, uma malapata quebrada na época 2017-18, na receção ao Leixões, com um triunfo por 3-0.

Pinto da Costa, 83 anos, desde 1982 na presidência do FC Porto, já amealhou 63 títulos no futebol, sete dos quais conquistas europeias (duas Taças dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões, duas Taças UEFA/Liga Europa, duas Taças Intercontinentais e uma Supertaça Europeia). Mas continua a faltar-lhe a Taça da Liga.

Leões com responsabilidade

O Sporting, detentor do título, entra em ação quase imediatamente a seguir ao final do jogo com o FC Porto, mas no Grupo B, com uma receção ao Famalicão. Os leões reencontram um adversário que esta temporada já lhes roubou pontos num jogo do campeonato. Foi na quarta jornada, fora, num confronto que terminou empatado a um golo (Nuno Mendes marcou na própria baliza e depois João Palhinha garantiu um ponto quase sobre o final da partida. Os leões, tal como o FC Porto, estão também obrigados a vencer se querem chegar à Final Four.

"O ano passado foi o primeiro troféu e nós queríamos conquistar troféus para o Sporting. Foi uma taça muito marcante para esta equipa técnica e para todos nós. A responsabilidade é a mesma, porque estamos no Sporting e temos que ganhar títulos, não é por sermos os campeões em título que nos dá mais responsabilidade. É importante ir à Final Four, é um momento importante, são as fases finais das competições, o Sporting tem que lá estar presente e para isso tem que derrotar uma equipa que ainda não venceu, uma equipa muito boa, que chega moralizada por uma vitória", disse ontem Rúben Amorim, vincando que os leões "jogam em casa" e como tal têm "todas as condições para ganhar o jogo".

nuno.fernandes@dn.pt

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