Pacquiao não aguentou reforma e fica à espera de Mayweather

O filipino pretendia retirar-se este ano, mas admitiu que não conseguiu ficar fora dos ringues. Agora, quer a desforra contra o extravagante norte-americano e repetir o combate do século

O adeus de um pugilista aos ringues nem sempre é definitivo. Manny Pacquiao é mais um exemplo. O pugilista filipino, dono de títulos em oito categorias diferentes no circuito mundial de boxe, planeava estar, por esta altura, 100% dedicado ao cargo de senador nas Filipinas, mas já desistiu da ideia de dar por terminada a sua carreira.

Depois de ter batido o norte-americano Timothy Bradley, em abril, Pacman tinha anunciado o final da carreira. No entanto, a reforma foi bem curta: no início do mês voltou aos ringues e venceu Jessie Vargas, tendo arrecadado o título de pesos médios, em Las Vegas, com o triunfo a ser obtido através de decisão unânime dos juízes.

Foi a 59.ª vitória da carreira em 67 combates, um registo que Pacquiao agora só pensa em prolongar. "Senti-me sozinho e triste, pois já não estava em atividade no desporto que amo. Sinto que ainda posso lutar. O meu corpo está bem, então decidi regressar. Estou feliz aqui", reagiu o atleta de 37 anos.

"Não podia relaxar. Tenho que continuar a comer bem e a treinar-me. É a minha paixão, e não consigo deixar de ficar entusiasmado sempre que a campainha toca. Quero continuar a combater, mas vou ter que ser mais exigente comigo próprio, pois quero continuar a bater recordes", reagiu.

Mayweather hesita

Assim que Pacquiao anunciou o regresso aos ringues, levantou-se de imediato a questão: haverá hipótese de uma desforra contra Floyd Mayweather? Em maio de 2015, os dois pugilistas mais populares na última década foram figuras do "combate do século", ganho aos pontos pelo norte-americano.

Floyd Mayweather decidiu, quatro meses mais tarde, retirar-se após ter vencido Andre Berto e igualado o recorde de Rocky Marciano, com 49 vitórias em 49 combates. Desde então, Money, como é conhecido, diverte-se a partilhar fotos do seu dinheiro nas redes sociais e a dedicar-se a extravagâncias suportadas pelos muitos milhões que faturou.

Apesar de Mayweather ter admitido que, agora, "é tempo de deixar o corpo recuperar de todas as lutas", admitiu, recentemente, o regresso. "Pela quantidade de dinheiro certa, nunca se sabe", frisou. A imprensa norte-americana adiantou que Mayweather estaria disposto a combater, mas nunca por um prémio inferior a 120 milhões de euros.

Porém, Floyd Wayweather esteve, no início do mês, a assistir ao combate entre Pacquiao e Jessie Vargas, algo que alimentou os rumores de uma possível desforra. Questionado sobre essa possibilidade no ringue, Pacquiao voltou a mostrar interesse. "Quem sabe, talvez seja possível. Estou sempre disponível", sublinhou.

Na última semana, Pacquiao voltou a deixar uma pista: publicou nas redes sociais uma foto de um casaco com imagens do seu combate frente a Mayweather, pugilista muitas vezes criticado e acusado de "fugir" aos combates com Pacquiao.

O norte-americano, porém, nunca se mostrou incomodado por isso e defendeu, em entrevista ao portal Boxing Scene, que só Muhammad Ali se poderia comparar a ele, "o melhor de sempre". "49-0. Isto fala por isso. Mas digo-lhes uma coisa. Quando o Ali estava no seu melhor, toda a gente o detestava. Tinham sempre coisas negativas a dizer sobre ele (...) Quando terminou a sua carreira, mal caminhava, mal falava. Eu quero preservar o meu corpo. Eu nunca fugi aos combates, simplesmente sei proteger-me, sou defensivo. E só eu tenho um 49-0. O boxe é disciplina, ser esperto, é saber onde investir. Fui o melhor", afirmou. Pacquiao, para já, vai ter que continuar à espera.

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