Ravens vencem Super Bowl em final com 'apagão'

Os Baltimore Ravens conquistaram domingo de forma dramática o Super Bowl XLVII, ao baterem os San Francisco 49ers por 34-31, numa final do campeonato de futebol americano dos Estados Unidos que chegaram a liderar por 22 pontos.

A comandarem por 28-6, após a jogada inicial da segunda parte, os Ravens pareciam ter assegurado o segundo título da NFL, depois da vitória de 2001, mas, após um "apagão" no Superdome de Nova Orleães, que durou 36 minutos, o jogo mudou por completo.

Os 49ers colocaram-se a dois pontos (31-29), ainda a 9.57 minutos do final, e, nos dois minutos final, e a perderem por 34-29, tiveram quatro hipóteses para conseguirem o touchdown que provavelmente lhes daria a vitória, mas não o conseguiram.

Desta forma, e na batalha dos irmãos treinadores, foi John Harbaugh, o mais velho, a vencer Jim Harbaugh, o mais novo, no dia da despedida de sonho, após 17 anos na NFL, de Ray Lewis, o sobrevivente da equipa campeã de há 12 anos.

O prémio para melhor jogador do encontro (MVP) acabou por recair no quarterback dos Ravens Joe Flacco, que fez uma primeira parte de sonho, com três passes para touchdown, convertidos por Anquan Baldin, Dennis Pitta e Jacoby Jones.

Além de Flacco, destaque também para Jones, que logrou um segundo ensaio, a abrir a segunda parte, no que foi a jogada mais longa de sempre num Super Bowl, um return touchdown - o quarto da sua carreira - de 109 jardas.

Os 49ers tiveram a primeira posse de bola, mas não conseguiram sequer avançar 10 jardas e, na resposta, os Ravens adiantaram-se para 7-0, com Anquan Boldin a conseguir o touchdown, após passe de Joe Flacco. Justin Tucker logrou o ponto adicional.

A formação californiana conseguiu, depois, reduzir para 7-3, com um pontapé de Akers (35 jardas), mas foi apenas uma ilusão de equilíbrio, pois o conjunto de Baltimore respondeu com três touchdowns, todos transformados por Tucker.

Os dois primeiros acontecerem no segundo período, primeiro por Dennis Pitta e depois por Jacoby Jones, que voltou a brilhar no início do terceiro, com um return touchdown. Faltava ainda quase uma parte para jogar, mas tudo parecia decidido (28-6).

Pouco depois, o Mercedes-Benz Superdome de Nova Orleães, que recebia o seu sétimo Super Bowl, ficou sem luz e o jogo esteve interrompido 36 minutos, para regressar diferente, com uns "novos" San Francisco 49ers.

O quarterback Colin Kaepernick, que ainda não se havia encontrado, começou a conseguir correr e também a passar a bola e assistiu Michael Crabtree para o primeiro touchdown dos 49ers, que, rapidamente, conseguiram um segundo, obra de Frank Gore.

De repente, a diferença estava numa posse de bola (28-20), sendo que, ainda no terceiro período, um pontapé de David Akers aproximou mais as duas equipas (28-23).

No início do quarto e último parcial, os Ravens voltaram, finalmente, a pontuar, num pontapé de Tucker (31-23), mas, na resposta, Kaepernick, ao seu estilo, correu para touchdown e reduziu para 31-29, ainda com quase 10 minutos para jogar.

Em vez de tentarem um pontapé, os 49ers quiseram a igualdade, numa jogada de pois pontos, mas falharam e, no ataque seguinte, os Ravens voltaram a não conseguir o touchdown, mas marcaram mais três pontos, num pontapé de Tucker (34-29).

Ainda com 4.19 minutos para jogar, a formação de San Francisco ficou, porém, com posse de bola para dar a volta ao encontro e logrou chegar à zona de finalização, só que, em quatro jogadas, Kaepernick não conseguiu "inventar" o indispensável touchdown.

De novo com a bola, os Ravens souberam gerir da melhor forma o tempo, cometendo mesmo propositadamente um safety, que colocou o marcador em 34-31. O resultado já não se alterou e a formação de Baltimore iniciou os festejos.

Para os 49ers, que tinham ganho nas cinco anteriores presenças no Super Bowl (1982, 85, 89, 90 e 95), ficou a frustração de terem estado muito perto de uma reviravolta que seria histórica, pois nunca uma equipa ganhara após estar a perder por mais de 10 pontos.

Num grande espetáculo, também não faltou a música, com Beyouncé a ser a protagonista do espetáculo do intervalo, depois de, a abrir, Alicia Keys ter interpretado o hino dos Estados Unidos.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG