Prova portuguesa "pode não haver, como haver"

O presidente do conselho de administração do Circuito do Estoril admitiu "todos os cenários" quanto à etapa portuguesa do Mundial de motociclismo, em maio, porque "o Governo de Portugal tem outras prioridades".

"Está dependente disso. Eu próprio disse que o Governo de Portugal tem outras prioridades, que não essas. Agora, trata-se de um evento importante para o País, como outros", disse Domingos Piedade em declarações à Agência Lusa.

O diretor executivo da Dorna, empresa promotora do Mundial, Carmelo Ezpeleta, declarou à imprensa internacional que, em virtude "dos muitos problemas económicos" em Portugal, o calendário poderia ficar com apenas 17 provas em vez das 18 previstas, "caindo" a portuguesa, agendada para o fim de semana de 6 de maio.

"Com certeza que pode não haver, como haver. Vamos ver se há condições que sejam aceitáveis para todas as partes. A secretaria de Estado do Turismo vai dizer de sua justiça. Agora, não faço nenhuma prova cujos resultados sejam depois negativos", continuou Piedade, escusando revelar o montante dos apoios públicos em causa ou a sua percentagem no orçamento global para o Grande Prémio de Portugal.

O responsável do Circuito do Estoril confirmou que as condições têm de estar reunidas até três meses antes, de forma a confirmar a realização do evento, ou seja, até fevereiro.

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