Da fábrica têxtil para o Ouro em Helsínquia

Atleta vimaranense trabalhou durante oito anos numa fábrica têxtil antes de vingar no atletismo. Segue-se a Maratona nos Jogos Olímpicos de Londres, onde quer ficar entre as dez primeiras.

Aos 29 anos, Ana Dulce Félix chegou ao topo da sua carreira no atletismo. A um mês de participar na Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres, a atleta nascida em Gandarela, aldeia que fica a sete quilómetros de Guimarães, garantiu a sua primeira medalha de ouro em Europeus de Atletismo, a 11.ª para Portugal na competição que se disputa desde 1934.

Foi em novembro do ano passado que Dulce Félix se começou a perfilar como uma das melhores fundistas internacionais, ao terminar a Maratona de Nove Iorque (2h25m40s) no quarto lugar. Foi um longo caminho até vingar no atletismo, que pelo meio foi dividido com o trabalho numa fábrica têxtil, durante oito anos.

Em Londres, terá a sua estreia em Jogos Olímpicos, tendo já assumido o objetivo de terminar entre as 10 primeiras. "Nunca tive uma vida muito facilitada para poder sonhar muito alto, pois trabalhava, tinha que me levantar muito cedo para treinar, tive que abdicar de muita coisa na minha juventude para chegar onde cheguei hoje. Não foi fácil, posso dizer que se estou onde estou é porque tive que lutar muito", disse, em entrevista ao sítio Atletas ON.

Depois de ter conquistado três medalhas de ouro coletivas consecutivas, entre 2008 e 2010, no Campeonato da Europa de Corta-marto , e também a Taça da Europa nos 10.000 metros em 2009, na mesma categoria, Dulce Félix conquistou seu primeiro "ouro" individual. Em 19 presenças em Europeus, Portugal conta 27 medalhas.

Fora das pistas, Dulce Félix define-se como uma pessoa "reservada." "Gosto muito do meu cantinho. Gosto de ver um bom filme acompanhada de quem gosto e dar uns passeios na praia. Adoro sapatos de tacão alto. Perco-me por uma boa francesinha, um fresquinho panaché e um bom crepe de chocolate", contou.

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