Open da Austrália. Bastaram 77 minutos para Osaka ganhar o troféu

A tenista japonesa Naomi Osaka conquistou este sábado o título do Open da Austrália, primeiro torneio do Grand Slam da temporada, ao derrotar a norte-americana Jennifer Brady na final em Melbourne Park, em dois 'sets'.

Diante de uma assistência de mais de sete mil pessoas, cerca de 50% da capacidade da Rod Laver Arena, a número três mundial impôs-se a Brady, 24.ª colocada no 'ranking' WTA, em apenas uma hora e 17 minutos, em dois 'sets', pelos parciais de 6-4 e 6-3, dilatando assim a vantagem no confronto direto (3-1).

Na primeira partida, as duas jogadoras entraram a estudar a estratégia adversária e, ao quarto jogo, Osaka chegou ao 'break' (3-1), que acabou sendo devolvido de imediato pela norte-americana no jogo seguinte (3-2), recuperando da desvantagem e servindo para a igualdade.

Num duelo até então equilibrado, com a pancada de esquerda de Brady a surpreender e a nipónica a subir de quando em vez à rede, Naomi Osaka dispôs de um 'set point' no 10.º jogo e não perdeu a oportunidade de fechar, por 6-4, em 41 minutos.

No segundo 'set', a jovem japonesa, de 23 anos, entrou a quebrar o serviço da adversária, a disputar a sua primeira final de um 'major', repetindo o 'break' novamente no quarto jogo e contabilizando seis jogos consecutivos para se colocar na liderança com uma vantagem de 4-0 no marcador.

Apesar de Jennifer Brady ter recuperado de um dos dois breaks' e ter confirmado o seu jogo de serviço (4-2), Naomi Osaka não cedeu e confirmou a sua supremacia com um 6-3 no segundo parcial, conquistando assim o quarto título do Grand Slam, depois dos triunfos no Open dos Estados Unidos (2018 e 2020) e Open da Austrália (2019).

Com o troféu conquistado, a jovem japonesa tornou-se mesmo na terceira tenista na Era Open (desde 1968), entre mulheres e homens, a ganhar as primeiras quatro finais disputadas de um 'major', atrás apenas de Roger Federer (sete) e Monica Seles (seis).

Graças à sua 21.ª vitória consecutiva (14.ª no Grand Slam), a nipónica vai ascender à segunda posição do 'ranking' WTA, logo atrás da australiana Ashleigh Barty, enquanto Jennifer Brady subirá à 13ª posição.

A tenista japonesa confessou sentir-se privilegiada por jogar o Open da Austrália. "Não joguei o último torneio do Grand Slam [Open dos Estados Unidos] com público, por isso esta energia aqui significa muito. Muito obrigada por terem vindo. Sinto que jogar o Grand Slam é, nos tempos que correm, um privilégio e é algo que não darei como garantido. Obrigada por esta oportunidade", afirmou a bicampeã do 'major' dos Antípodas, perante as mais de sete mil pessoas que assistiram à final e entrega de prémios na Rod Laver Arena.

Além de dar os parabéns à adversária, que disputou a sua primeira final de um 'major', Osaka confessou que estava consciente das dificuldades que poderia enfrentar diante de Jennifer Brady, 24.ª colocada no 'ranking' WTA que irá ascender à 13.ª posição.

"Jogámos nas meias-finais do Open do Estados Unidos há uns meses e eu disse a toda a gente que tu hoje ias ser um problema. Pelos vistos, tinha razão! Tenho a certeza de que a tua família e os teus amigos estão orgulhosos de ti e estou certa de que iremos jogar mais vezes", acrescentou a nipónica, de 23 anos.

Já a vice-campeã Brady, além de parabenizar a adversária por mais um título do Grand Slam, o quarto, após o Open dos Estados Unidos em 2018 e 2020 e o Open da Austrália em 2019, não poupou elogios à antiga líder da hierarquia mundial, que segunda-feira irá subir ao segundo lugar, relegando a romena Simona Halep para o último posto do pódio.

"É uma inspiração enorme para todos nós e aquilo que ela está a fazer pelo desporto é fantástico. Espero que as jovens que estão em casa a vê-la se sintam inspiradas por aquilo que faz", comentou a norte-americana.

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