O público de regresso no primeiro troféu da época

Sporting tenta nesta noite em Aveiro a nona vitória na prova; arsenalistas querem entrar pela primeira vez na galeria de vencedores. Jogo terá cerca de 10 mil espectadores nas bancadas.

O futebol a valer em Portugal está de volta esta noite (20h45, TVI), com a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira entre o Sporting (campeão nacional) e o Sp. Braga (vencedor da Taça de Portugal), num jogo que fica marcado pelo regresso do público às bancadas e que vai atribuir o primeiro troféu oficial da época.

O Estádio Municipal de Aveiro não estará a 100%, mas já é permitida 33% da lotação, ou seja, cerca de 10.000 espectadores - com máscara, distanciamento e certificados de vacinação completa ou teste de covid-19 negativos -, número que não se via num jogo de uma competição nacional em Portugal Continental há mais de um ano e quatro meses. A 8 de março de 2020, estiveram em Alvalade 26 272 pessoas a ver o Sporting-Desp. Aves, que os leões, na estreia de Rúben Amorim, venceram por 2-0, na ronda 24 da I Liga 2019-20.

O Sporting procura esta noite o nono título na prova e o primeiro desde a edição 2014/15 (1-0 ao Benfica), sendo que na última presença, em agosto de 2019, foi goleado pelos encarnados (0-5). Já o Sp. Braga tenta tornar-se o sexto vencedor desta competição, depois de três derrotas em três presenças, com cada um dos três grandes (1982, 1998 e 2016).

Rúben Amorim assumiu ontem que o Sporting parte para a nova época com maior responsabilidade, fruto do título de campeão conquistado. "Quando começámos o campeonato no ano passado ninguém dava nada por nós. A responsabilidade aumenta. Não estamos num nível superior aos nossos adversários, não temos o mesmo orçamento nem a experiência, mas o que temos é uma época de trabalho e um campeonato. Não mudou assim tanto. Chamo muito a atenção a isso para que os jogadores e todos no clube não se agarrem a um título, e possamos ter uma rede de apoio. O título já passou", disse.

O técnico leonino deixou depois elogios ao Sp. Braga, clube que treinava antes de rumar a Alvalade. "Tem capacidade de lutar em todos os jogos. Não tem uma grande responsabilidade e isso é uma vantagem. Pode vencer qualquer jogo, e tem jogadores que são mais experientes que os nossos. Mas não tem a mesma história que os três grandes. O Braga cresceu muito, mas há coisas que demoram muito tempo a construir. Mas tudo é possível. Há que ter o Braga em conta em todos os jogos."

Já Carlos Carvalhal assumiu o que o Sp. Braga vai jogar para ganhar, até porque nunca conquistou este troféu. "Temos muito respeito pelo Sporting, mas queremos vencer e trazer a Supertaça para Braga. Em 100 anos de história este clube nunca venceu o troféu e estamos apostados em trazê-lo. É um jogo de resultado imprevisível e numa final temos sempre 50% de hipóteses", anteviu Carvalhal, aplaudindo o regresso dos adeptos: "É uma enorme satisfação. Esperamos dar uma alegria aos cinco mil que vão estar em Aveiro e comemorar em Braga com os que não puderam viajar."

Amorim invicto

O treinador do Sporting, Rúben Amorim, tem o pleno de triunfos face a Carlos Carvalhal, líder do Sp. Braga, depois de ter vencido todos os três embates disputados na época futebolística 2020-21.

Na época passada, os leões superaram os arsenalistas nos dois jogos do campeonato, vencendo por 2-0 em Alvalade e por 1-0 em Braga, e também na final da Taça da Liga, conquistada em Leiria também com um triunfo por 1-0.

O balanço do histórico dos confrontos entre os dois técnicos, que nunca se tinham defrotando antes dos embates de 2020-21, é, assim, claramente favorável a Amorim, com três triunfos em três jogos, quatro golos marcados e nenhum sofrido.

Apesar dos números mostrarem uma superioridade total dos leões, escondem as muitas dificuldades pelas quais o Sporting passou nos três jogos, todos realizados já no ano de 2021, para conseguir vencer.

nuno.fernandes@dn.pt

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