Miguel Oliveira confiante apesar de partir do 17.º lugar

A prova do Algarve realiza-se este domingo. O italiano Francesco Bagnaia (Ducati) alcançou a pole position.

O italiano Francesco Bagnaia (Ducati) vai partir da primeira posição para o Grande Prémio do Algarve de MotoGP, da 17.ª prova do Mundial de motociclismo de velocidade, enquanto Miguel Oliveira (KTM) vai arrancar do 17.º lugar.

Bagnaia, segundo na classificação de pilotos, atrás do francês Fabio Quartararo (Yamaha), que já assegurou o título mundial, conseguiu a sua sexta pole position da temporada, a quinta consecutiva, ao bater o recorde do Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão, fixando-o em 1.38,725 minutos.

O italiano confirmou o estatuto de mais rápido dos treinos livres, depois de ter sofrido uma queda na corrida anterior, em Misano, em Itália, deixando o australiano e seu companheiro de equipa Jack Miller a 0,104 segundos e o espanhol Joan Mir (Suzuki), campeão do mundo em 2020, no terceiro, a 0,168.

Depois de se ter tornado no primeiro francês campeão do mundo de MotoGP, Quartararo, vencedor em abril do Grande Prémio de Portugal, também disputado na 'montanha-russa' algarvia, sofreu uma queda na qualificação e não foi além do sétimo melhor registo, a 0,406 segundos de Bagnaia.

Lamenta falta de competitividade

"Hoje foi um bocadinho melhor para nós, principalmente na Q1, em que tivemos um pouco mais de velocidade, mas não a suficiente. Vamos ver esta noite o que podemos fazer. A Tech3 foi um pouco mais rápida, podemos melhorar algo. Ainda acredito que posso fazer uma boa corrida, vou aplicar toda a minha energia nesse sentido, até ao fim da corrida", afirmou o português.

Miguel Oliveira falhou a presença na fase final da qualificação (Q2) - reservada aos 10 mais rápidos nos três primeiros treinos e aos dois melhores da primeira fase de qualificação -, após ter sido o 15.º classificado nos ensaios.

O piloto natural de Almada, vencedor da primeira corrida de MotoGP em Portimão, em 2020, cumpriu a sua melhor volta na qualificação em 01.39,624, imediatamente atrás do italiano Valentino Rossi (Yamaha), sete vezes campeão da categoria 'rainha', que foi dois centésimos de segundo mais rápido do que Oliveira.

O espanhol Iker Lecuona (KTM) vai partir da 10.ª posição, depois de ter sido um dos 'repescados' para a Q2, com o tempo de 01.39,171, podendo ser útil para a melhoria da mota da equipa de fábrica.

"Há troca de informação com a Tech3, é por isso que há duas equipas na grelha, para eles terem os nossos contributos e os deles nos ajudarem", vincou Miguel Oliveira, 10.º classificado do Mundial, com 92 pontos, mais um do que o espanhol Alex Rins (Suzuki), que vai arrancar do 11.º lugar.

Em conferência de imprensa, o piloto natural de Almada admitiu que a manutenção do pneu dianteiro de 2020, que já não está disponível, "podia melhorar" o desempenho da mota, mas não resolver. "É frustrante porque não conseguimos alcançar os mesmos registos e é isso que estamos a tentar analisar", sublinhou.

Miguel Oliveira lamentou a falta de competitividade da sua KTM, mas salvaguardou as tentativas feitas ao longo do ano para melhorar, lamentando que a mota não "permita desafiar as posições pretendidas". "Quando não estamos em boas posições, queremos sempre fazer coisas diferentes. Não foi por não termos tentado que não melhorámos", vincou o português.

Na corrida anterior, em Misano, em Itália, o português, vencedor de uma corrida e duas vezes segundo classificado em 2021, caiu a cinco voltas do final, quando seguia na quarta posição, à frente do francês Fabio Quartararo (Yamaha).

"Numa grelha apertada, tanto podes estar no topo, como estar no fundo", concluiu Miguel Oliveira.

O Grande Prémio do Algarve de MotoGP está marcado para este domingo às 13h00.

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