Maldição da camisola 7 volta a atacar. Tabata poderá ter acabado a época

Avançado do Sporting sofreu uma lesão num joelho e deve parar mais de um mês. Lesões graves, problemas disciplinares e insucesso desportivo estão ligadas ao uso da camisola desde que Figo a deixou em 1995. São já 26 anos de azares e uma lista de 14 jogadores amaldiçoados.

Bruno Tabata não treinou esta sexta-feira devido a uma entorse no joelho esquerdo (com lesão parcial do ligamento lateral externo), que o pode afastar do resto da época. Embora o Sporting não tenha comunicado o tempo de paragem, a lesão em causa, por norma, precisa de mais de um mês de recuperação.

Tendo em conta que a última jornada do campeonato está marcada para o dia 19 de maio, é praticamente impossível que o jogador de 24 anos (20 jogos e dois golos) volte aos relvados antes do final da época. Para já é certo que falha a deslocação a Braga, no domingo, na 29.ª jornada da I Liga.

A confirmar-se o tempo de paragem, Bruno Tabata é mais uma vítima da chamada maldição da camisola 7. Em setembro, quando chegou a Alvalade pediu para vestir o número 7, que tem amaldiçoado quem a veste desde que Luís Figo a deixou livre, em 1995. Nesse ano, Figo saiu para o Barcelona, depois de um imbróglio contratual complicado (assinou pela Juventus e pelo Parma) e desde então foram 14 os jogadores que usaram essa camisola sem sucesso nos últimos 26 anos. .

Sá pinto foi o primeiro a usar este número depois do amigo Figo (1995 e 1997). O jogador agrediu o então selecionador português Artur Jorge, sofreu um castigo pesado e acabou por ser vendido à Real Sociedad. Seguiu-se Iordanov (1997), o avançado búlgaro viria a ser diagnosticado com esclerose múltipla aos 29 anos e só depois de mudar para a camisola 9 brilhou no Sporting (foi campeão nacional em 2000).

Leandro vestiu o 7 em 1998-99. Ainda fez 15 golos em 38 jogos, mas teve problemas disciplinares devido às frequentes saídas noturnas e acabou negociado com o Tenerife. Delfim foi o senhor que se seguiu. Em 1999 o médio foi assolado por várias lesões que o deixaram vários meses de fora... libertando a camisola para Nicolae (2000). O romeno começou bem entre Jardel e João Pinto, mas sofreu uma lesão grave no joelho.

Por esta altura a maldição já era um fenómeno e talvez por isso entre 2003 e 2007 ninguém tenha usado o 7. A camisola estava livre quando Izmailov chegou (2008). Depois de uma primeira época em que deslumbrou vieram as lesões e os processos disciplinares que o levariam ao FC Porto.

Em 2011-12 foi o búlgaro Bojinov a usar este número, mas a passagem por Alvalade foi curta. Não se impôs e teve problemas disciplinares, deixando mais uma vez a camisola livre... para Jéffren. O ex-Barcelona trocou o 17 pelo 7 e o resultado foi o esperado....várias lesões e saída do Sporting.

E quando se pensava que seria o Messi do Egito - Shikabala (2013-14) - a acabar com a maldição, ela só aumentou. O jogador fez apenas uns minutos num jogo e saiu com vários problemas disciplinares.

Coube depois a Joel Campbell fazer a diferença, mas o resultando foi o mesmo e ele acabou por voltar ao Arsenal, de onde tinha vindo emprestado. A seguir foi Rúben Ribeiro (2017-18), que saiu do Sporting com apenas alguns minutos jogadores e depois do ataque dos adeptos à academia, em Alcochete, e Matheus Pereira, que teve problemas disciplinares e arrufos com o então treinador José Peseiro e acabou emprestado.

Em 2019 os leões garantiram Rafael Camacho, que fazia parte do plantel do Liverpool. Extremo e fã de Ronaldo o jovem escolheu o 7 para jogar, mas não vingou e foi afastado do grupo por Rúben Amorim... até sair para o Rio Ave.

Quando Tabata chegou ao Sporting, o 7 ainda era de Camacho.

Para muitos o "sete" é mágico (CR7), está relacionado com as maravilhas do mundo, com os dias da semana ou de pecados mortais, mas em Alvalade é sinónimo de maldição.

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