Liga quer reduzir campeonato a 16 equipas por causa do Mundial 2022

A I Liga tem atualmente 18 equipas. Esta já não é a primeira vez que o organismo tenta encurtar a principal competição do futebol nacional. Ideia já tinha sido defendida por Fernando Gomes.

A Liga Portugal está a estudar a redução da I Liga para 16 equipas na temporada 2022-23. O objetivo da possível redução passa por evitar "uma sobrecarga do calendário desportivo, tendo em conta a proximidade do Campeonato do Mundo do Qatar, permitindo a preparação do novo ciclo da UEFA 2024-2027", segundo o organismo que tutela o futebol profissional.

A proposta terá de ser aprovado em Assembleia Geral da Liga Portugal até ao final desta temporada, de forma a que os próximos campeonatos sejam revistos no que a subidas e descidas diz respeito, uma vez que o próximo mundial de futebol vai realizar-se de 21 de novembro a 18 de dezembro de 2022. A confirmar-se, o campeonato vai voltar a ter o formato que apresentou de 2006-07 a 2013-14, com 16 equipas (30 jornadas). O formato habitual são 18 equipas e 34 jornadas para encontrar o campeão.

Esta hipótese já tinha sido levantada por Fernando Gomes. "Com 18 clubes são 34 jornadas; e há Taça de Portugal, Taça da Liga... É necessário que haja maior competitividade e equilíbrio de densidade competitiva (...) A solução pode passar por uma redução de clubes [na 1ª Liga] e reformulação de outras competições [Taças]", disse o presidente da Federação Portuguea de Futebol numa entrevista ao Record no mês passado.

Dois play-offs para o encurtamento?

Do conjunto de reuniões dos diferentes grupos de trabalho da instituição liderada por Pedro Proença saiu ainda a proposta de encurtamento. A ideia é criar um play-off a um só jogo entre o 3.º e o 4.º classificado da II Liga, que dará ao vencedor o direito de entrar num segundo play-off, frente ao 16.º classificado da I Liga por um lugar no principal escalão. O formato seria replicado na Liga 3, competição que vai arrancar na próxima época no lugar do campeonato de Portugal.

Também em cima da mesa estão alterações à Taça de Portugal - com as meias-finais a passarem a ser disputadas apenas a uma mão e em estádio neutro, algo que já este ano era reclamado pelos clubes - e à Taça da Liga, que deverá "passar a ser disputada em três fases.

Numa 1.ª fase as 16 equipas da II Liga mais 12 equipas da I Liga (as quatro equipas participantes nas competições internacionais ficam de fora). Depois na 2.ª fase, as 14 qualificadas da fase inicial + 2 equipas que disputarão a UEFA Europa Conference League. E a 3.ª fase com 12 equipas (8 da 2.ª fase + 4 melhores classificados) divididos em quatro grupos de três equipas cada, onde o vencedor de cada grupo se qualificaria, então, para a já famosa final a quatro.

A Liga Portugal pretende ainda a a redução do IVA dos bilhetes nos espetáculos desportivos para 6% e rever as regras do licenciamento dos clubes, bem como os regulamentos das equipas B. O organismo quer ainda poder "abrangente de escrutínio dos investidores" das Sociedades Anónimas Desportivas e promete "reflexão em torno do quadro legal aplicável às habilitações dos treinadores".

Entre as muitas propostas, que serão levadas a Assembleia Geral da Liga Portugal, está ainda a criação de um guia de Acessibilidades, que pretende auxiliar as SAD e clubes a tornarem os Estádios a tornarem-se acessíveis.

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