Juventus disposta a aceitar 25 milhões de euros por Ronaldo

CR7 está, ao que tudo indica, perto de dizer adeus a Itália. O avançado já sabe que não é indiscutível para o treinador Allegri e os dirigentes do clube planeiam em ter algum retorno financeiro com a transferência. Manchester City e PSG são hipóteses em cima da mesa.

O adeus de Cristiano Ronaldo à Juventus começa a ganhar forma e o facto de ter sido suplente no jogo da 1.ª jornada da Série A - empate 2-2 fora, com a Udinese - acentuou a ideia de que é algo inevitável até 31 de agosto, dia em que fecha o mercado de transferências.

A verdade é que, de acordo com o jornal italiano Corriere dello Sport, a estrela portuguesa, de 36 anos, não é intocável para o treinador Massimiliano Allegri, que pretende montar a sua Juventus em torno do argentino Paulo Dybala. Assim sendo, a partida de domingo só acentuou que, no caso de permanecer em Turim, CR7 terá de se contentar com um papel secundário, algo para o qual dificilmente estará disponível.

Neste contexto, os dirigentes da vecchia signora consideram os próximos dias como a derradeira oportunidade de recuperarem algum dos 117 milhões de euros investidos em Ronaldo em 2018. É que o português, que tem o salário mais alto do plantel, está no último ano de contrato e, no final desta época, pode deixar o clube a custo zero. O jornal espanhol AS revelou mesmo que a Juventus está, por isso, disposta a aceitar propostas a rondar os 25 milhões de euros.

Este é um processo que promete dar que falar até à próxima terça-feira, dia em que encerra o mercado de verão. Até lá o empresário Jorge Mendes terá de encontrar uma saída para CR7, que curiosamente dependerá de outros mega negócios que continuam à espera de resolução. São eles a possível transferência do inglês Harry Kane do Tottenham para o Manchester City ou a do francês Kylian Mbappé do Paris Saint-Germain para o Real Madrid.

Está tudo interligado. Ou seja, se Kane ficar no Tottenham, Pep Guardiola tem CR7 como alternativa para o seu City. Se Mbappé rumar ao Real Madrid, Cristiano Ronaldo verá abrirem-se as portas do PSG, juntando-se assim a Messi e Neymar num ataque de sonho. Na prática, há várias peças do tabuleiro para mover neste autêntico xadrez que tem de ficar resolvido em menos de uma semana.

Durante o dia de ontem não passou despercebido o facto de Khalifah Bin Hamad Al Thani, irmão do emir do Qatar que lidera o fundo que detém o PSG, ter publicado nas redes sociais uma foto de Messi e Ronaldo vestidos com o equipamento do clube parisiense, com a legenda: "Quem sabe? Talvez? Será?" Este poderá ser um indicador de que o Real Madrid continua a exercer uma forte pressão para a contratação de Mbappé, jogador que está em final de contrato.

Se não quiser ver o avançado francês deixar o clube a custo zero dentro de um ano, Nasser Al-Khelaïfi, presidente do PSG, não terá neste momento grandes alternativas senão negociar com os merengues, pelo que CR7 surge como uma excelente alternativa para que a equipa continue a ter um tridente atacante de sonho, juntando os três jogadores mais emblemáticos dos últimos anos: Messi, Neymar e Ronaldo.

Boa relação com Allegri

Apesar de não ser um indiscutível para Massimiliano Allegri, as relações entre o treinador e Ronaldo não são más, de acordo com o jornal Gazzetta dello Sport. Isto porque ambos têm conversado sobre o futuro, tendo o técnico italiano colocado em cima da mesa os seus planos para o avançado português desde o primeiro dia de estágio. Assim, CR7 não estranhou o facto de ter sido suplente frente à Udinese e, como tal, não fez má cara. Pelo contrário, aplaudiu do banco os golos da Juventus e até deu instruções para dentro do campo durante a partida, especialmente ao extremo Bernardeschi.

Quando foi chamado ao jogo, aos 59 minutos, a substituir o espanhol Alvaro Morata, deu um abraço a Allegri e mostrou-se empenhado em campo, tendo inclusive marcado nos instantes finais um golo que seria o da vitória, não fosse ter sido invalidado pelo VAR por um fora de jogo de centímetros.

A confirmar-se a saída de Ronaldo da Juventus, tudo indica que será feita de forma pacífica, pelo menos a avaliar pela forma como este processo tem sido tratado internamente. Isto porque no exterior do clube já surgiram vozes que pretendem a saída do português, tendo uma delas sido a de Giovanni Cobolli Gigli, ex-presidente da Juve, que numa entrevista ao portal Serie A News considerou que "contratar Ronaldo foi um erro". "Era impossível recuperar o investimento feito. É um grande futebolista, mas tenho de ser honesto: quanto mais depressa se for embora, melhor para ele e para a Juve."

carlos.nogueira@dn.pt

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