Harry Kane. O paciente inglês esperou até ao fim para celebrar o triunfo

Avançado fez dois golos e deu o triunfo aos ingleses no jogo com a Tunísia. Bom futebol da equipa de Southgate faz sonhar.

Canto de Trippier para a cabeça de Maguire, que bate Ben Youssef nas alturas, e encontra Harry Kane ao segundo poste, solto de marcação. O capitão só teve de empurrar para o fundo da baliza e fazer o 2-1 frente à Tunísia já depois dos 90 minutos. Não foi um golo de encher o olho, mas deu para garantir os três pontos e entrar a vencer no Mundial 2018, num jogo com contornos dramáticos em que foi preciso esperar para lá da hora para festejar.

Bem ao estilo inglês, foi preciso paciência para chegar ao triunfo. Habituada a sucumbir nos momentos chaves, a chamada "geração chupeta" de Inglaterra - por ser uma equipa muito jovem média de idade de 26 anos e 18 dias) -, a seleção inglesa, a terceira mais jovem na Rússia, deu ontem um claro sinal de que podem contar com ela para a luta.

Com bom futebol, do melhor que se viu na primeira ronda do Campeonato do Mundo, a equipa de Southgate entrou forte e decidida na partida e com um futebol apoiado (mais do que é habitual nos ingleses). Um domínio territorial evidente que resultou em duas grandes oportunidades, uma de Lingard e outra de Stones. Pressentia-se o golo inglês e ele não demorou muito a aparecer. Aos 11 minutos Stones fez brilhar Hassen, mas a bola sobrou para Kane e o furacão do Tottenham finalizou para o primeiro do jogo.

A perder por 1-0, a Tunísia perdeu ainda o guarda-redes Hassen, por lesão, mas ganhou elasticidade em campo e passou a ter bola no meio-campo adversário, que baixou o ritmo. E depois de um ou outro calafrio, Walker cometeu uma grande penalidade, que Sassi converteu sem grandes problemas.

De um momento para o outro, os ingleses viram-se numa posição desfavorável no jogo e recorreram aos lances de bola parada na tentativa de voltar à liderança do marcador, mas foi preciso paciência para chegar lá...

O intervalo chegou com o empate a um golo e a segunda parte começou sob domínio tunisino, durante os primeiros 10 minutos. A jovem Inglaterra não se amedrontou e procurou chegar à baliza com um futebol consistente, mas alguns jogadores no setor ofensivo quebraram fisicamente e o golo tardava apesar do futebol agradável dos britânicos.

Com o aproximar do fim do jogo a pressão ofensiva de Inglaterra intensificou-se e foi preciso mudar algumas peças - Sterling e Lingard deram lugar a Rashford e Loftus-Cheek - para tentar furar a organização defensiva dos tunisinos. O que acabou por acontecer de bola parada e já para lá dos 90 minutos. O capitão não falhou às tropas e nem a praga de mosquitos, que atacou a Arena de Volvograd, impediu que oferecesse o triunfo à equipa de Sua Majestade.

O bis do avançado dos spurs (dois golos em duas oportunidades) permitiu que os ingleses voltassem a vencer na estreia de um mundial ou europeu, 12 anos depois - a última vez tinha sido em 2006, frente ao Paraguai. E assim, graças ao paciente Harry Kane, segue intacto o sonho de repetir o título de 1966.

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