Guardiola está a construir o reinado da vitória no City

Recorde de triunfos seguidos aumenta para 16, após goleada (4-1) ao Tottenham num jogo sublime dos citizens

Pep Guardiola é o primeiro treinador da história do futebol a conseguir 16 (ou mais) vitórias consecutivas em três ligas europeias (19 na Alemanha, 16 em Espanha e em Inglaterra). A 16.ª do Manchester City nesta Premier League ganhou corpo numa goleada por 4-1 sobre o Tottenham.

A história do jogo passa pelo futebol bonito e insaciável da equipa do treinador catalão. Chegou à vantagem por intermédio de Gundogan (14 minutos), mas não tirou o pé do acelerador, sempre em busca de mais e melhor. No entanto, ao intervalo, teve de se contentar com a margem mínima.

Na segunda parte, os citizens continuaram a jogar como se não houvesse amanhã e marcaram por mais três vezes - golos assinados por De Bruyne (70) e Sterling (80 e 90). E, pelo meio, Gabriel Jesus ainda atirou um penálti ao poste . O Tottenham amaciou a tareia com um golo de Eriksen (93).

Os protagonistas foram os do costume. De Bruyne, Sané (duas assistências), Sterling e companhia. Os processos, os habituais, com a progressão em posse de bola e as diagonais que desmontavam a defesa adversária. E ainda houve o fator Koeman: o holandês foi o único treinador a tirar pontos ao City nesta época (1-1 em agosto) e, ontem, serviu de metáfora para o papel do guarda-redes da equipa de Guardiola. Ederson vai demonstrando uma eficácia de passe notável e aplica-a a partir de trás, como fazia o holandês quando era uma espécie de líbero pensador do Barcelona de Johan Cruyff.

Como isto anda tudo ligado, Pep Guardiola deve muito às ideias do famigerado treinador holandês que devolveu o Barcelona à glória na década de 1990. Agora, é fazer contas: 17 vitórias em 18 jogos, 52 pontos em 54 possíveis e 56 golos marcados (uma média ligeiramente superior a três por partida). Com um jogo a mais do que o Manchester United, a liderança do Manchester City segue com 14 pontos de avanço sobre o vizinho e rival.

No outro lado da moeda fica o Tottenham de Mauricio Pochettino, que leva agora uma percentagem de 54,8% de vitórias. Com uma média ligeiramente superior (55%), André Villas-Boas foi despedido dos spurs após época e meia à frente da equipa londrina.

Nos jogos de ontem em Inglaterra, destaque para mais uma derrota da equipa de Marco Silva. O Watford foi goleado em casa (1-4) pelo Huddersfield (o ex-FC Porto Depoitre marcou). O Arsenal voltou aos triunfos com um golo de Ozil sobre um Newcastle United de Rafa Benítez cada vez mais aflito - já está abaixo da linha de água.

Hamsik iguala Maradona

Em Itália, a grande notícia prende-se com o "sacrilégio" de Marek Hamsik, que ontem ajudou com um golo no triunfo do Nápoles no terreno do Torino (1-3), o que permitiu à equipa de Maurizio Sarri subir ao 1.º lugar da Série A, como consequência da derrota do Inter na receção à Udinese (1-3).

Hamsik entrou para a história do Nápoles ao apontar o 115.º golo no campeonato pelo emblema do Sul de Itália, que fez furor no final dos anos 1980/início de 1990 graças ao génio de Diego Armando Maradona. El Pibe detinha o recorde de golos na Série A pelos napolitanos, os 115 que o eslovaco igualou agora.

Em França, reina o milionário Paris Saint-Germain. Ontem, foi a Rennes golear por 4-1, mas aos 17 minutos já vencia por 2-0 com golos das suas contratações estratoesféricas: um de Neymar e outro de Mbappé (os dois representam um investimento de mais de 400 milhões de euros dos parisienses). O brasileiro foi a estrela do jogo: Neymar já tinha assistido Mbappé e depois ofereceu um golo a Cavani antes de bisar e fechar a contagem para a equipa de Unai Emery. Nos dois golos do brasileiro, as assistências foram assinadas por Mbappé.

E assim o PSG domina a Liga francesa com mais nove pontos do que o Mónaco de Leonardo Jardim, que goleara na véspera o Saint-Étienne (4-0).

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