TGV prometido é trunfo da candidatura ibérica

Comissão de Avaliação coloca projecto português na frente. Madaíl é o mentor da 'obra', revela líder da Federação espanhola

A referência à construção da rede ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, com conclusão prevista para 2012, é um dos pontos a favor da candidatura ibérica ao Mundial de 2018/22. Assim consta no relatório da Comissão de Avaliação da FIFA, que coloca o projecto de Portugal e Espanha em posição privilegiada.

O que não estava previsto no projecto ibérico eram os sucessivos adiamentos do TGV e o acordo entre o Governo português e o PSD para a viabilização do Orçamento do Estado 2011, que obriga à revalidação dos grandes investimentos públicos. Porém, mesmo que o TGV não avance, a FIFA destaca as boas ligações entre os países, nomeadamente a existência de três aeroportos internacionais - Lisboa, Porto e Madrid.

E no dia em que foi publicado o relatório da Comissão de Avaliação, Gilberto Madaíl ouviu rasgados elogios por ter sido o grande promotor da candidatura. A afirmação partiu do presidente da Federação espanhola, Ángel Villar, e foi feita em Lisboa.

Segundo o estudo da Comissão da FIFA, a proposta ibérica supera a Inglaterra, Rússia, Holanda e Bélgica. Portugueses e espanhóis vencem os adversários em questões importantes como: os estádios, transportes, hotéis e a tradição futebolística, bem como o apoio dos governos. Mas o estudo revela que a organização conjunta apresenta alguns problemas de segurança. Segundo a comissão, é necessário clarificar alguns pontos, como a acomodação e transportes, lembrando que a organização conjunta é "um desafio".

A candidatura ibérica é a que prevê vender mais bilhetes (3,674 milhões, contra 3,397 da Inglaterra, 3,304 de Holanda e Bélgica e 3.141 da Rússia), tendo o segundo maior orçamento, atrás da Inglaterra. Já no que toca aos hotéis, o projecto apresenta 85 mil quartos garantidos - a FIFA exige 60 mil -, mas o relatório nota que 15 mil ficam longe das cidades-sede e 40% são em Barcelona e Madrid.

"Estamos muito contentes com o relatório, mas não é uma surpresa, pois sabíamos que éramos fortes (...) O relatório dá-nos mais esperança de que sejamos os escolhidos", disse à Lusa Miguel Ángel López, director da candidatura.

O projecto vencedor será conhecido a 2 de Dezembro.

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