"Situação financeira tratada de forma mais lenta do que desejávamos"

Luís Vidigal admitiu hoje que a questão financeira do Estrela da Amadora "está a ser tratada de forma mais lenta do que os futebolistas desejariam", mas que vão continuar a trabalhar até ao fim.

"Garantias é que a presença dele já de si é importante. As dificuldades são grandes e as coisas têm sido tratadas de maneira mais lenta do que desejaríamos. Mas o simples facto de estar connosco (presidente), à maneira dele, porque é à maneira dele, já é importante", assumiu o jogador.

Embora o presidente António Oliveira vá mantendo o plantel informado sobre a situação, Vidigal considera que "o facto de estar a tratar das coisas não o afasta da responsabilidade de um presidente".

Apesar da situação ser bastante crítica (a direcção ainda não pagou um salário completo aos jogadores desde que a época começou), a equipa decidiu enveredar pelo caminho do trabalho e não da guerra.

"Infelizmente, às vezes é preciso haver sangue. Nós optámos por trabalhar, pedindo apenas aquilo que é nosso por direito. Nós mostrámos em campo que merecíamos mais atenção do que a que temos tido. Vai ser assim até ao final, esperando que se resolva", disse Vidigal.

Hugo Gomes, defesa esquerdo que se transferiu do Pontassolense no início da época e o jogador mais utilizado até ao momento, acrescentou que "as palavras às vezes não chegam, que é preciso um pouco mais" e lamentou que esta "situação começe a ser normal no futebol".

Vidigal também lamentou que se tenha que chegar a um jogo decisivo para que haja uma possível "enchente" no José Gomes.

"Seria triste ter que esperar pelo jogo com o FC Porto para a Taça para vermos o estádio cheio. Mas se fosse pelos bons resultados, já teríamos visto o estádio cheio muito mais vezes. Espero que os adeptos nos venham apoiar não só em finais ou meias-finais", apelou o jogador.

A um dia de disputarem o primeiro jogo das meias-finais da Taça de Portugal, os dois futebolistas, tal como o treinador, dão favoritismo ao FC Porto.

"Vai ser um jogo muito difícil. Diria que o FC Porto tem 80 por cento de hipóteses de vencer, nós 20 por cento e mais a esperança", assumiu Vidigal, o jogador do plantel "tricolor" com mais experiência e presença em jogos decisivos.

Do outro lado está Hugo Gomes, bem como a maioria dos companheiros, que nunca passaram pela experiência de uma meia-final na segunda competição nacional mais importante.

"Espero que a equipa responda como até aqui. É uma oportunidade única para muitos jogadores, temos que acreditar que é possível chegar à final. A mensagem que passamos no balneário é que não é impossível ganhar", disse o jogador amadorense.

IYH

Lusa

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