Direção quer punir acionista maioritário do clube

A Assembleia-geral para apreciação das contas do clube serviu também para a leitura de um comunicado em que foi revelado que vãoser acionados "todos os mecanismos legais" para punir Majid Piishyar.

A direção do Beira-Mar anunciou na noite desta quarta-feira, em comunicado, que vai acionar "todos os mecanismos legais" face aos incumprimentos da sociedade comercial de Majid Pishyar, acionista maioritário da SAD do clube de Aveiro.

Em Assembleia-geral, o presidente do Beira-Mar, António Regala, leu um comunicado sem direito a perguntas, em que se sublinha a urgência da direção em "envidar todos os esforços necessários à defesa legítima e intransigente dos seus direitos".

O documento lido pelo dirigente aurinegro ressalva ainda que "tal atitude se reflete unicamente às relações entre o Sport Clube Beira-Mar e o senhor Majid Pishyar e em nada deve ser confundido com a atividade regular da Beira-Mar SAD".

Em relação à equipa profissional de futebol, o comunicado deixa claro o "total apoio" da direção, na qual diz depositar "as maiores esperanças" e faz votos de "sucesso na parte restante da época desportiva".

Esta decisão vem extremar a posição da direção, que já expressou o desagrado pelo não cumprimento do acordo por parte do investidor iraniano aquando da constituição da SAD, nomeadamente, de saldar a dívida do clube.

Na reunião magna, os sócios do Beira-Mar aprovaram por maioria o Relatório e Contas do emblema aveirense relativo ao exercício de 2011/12, com 20 votos a favor, oito contra e duas abstenções.

A aprovação das contas da formação aurinegra realizou-se cerca de um mês depois da primeira Assembleia-geral marcada para o efeito, por faltar, na altura, o relatório de atividades para apreciação dos associados.

No exercício de 2011/12, o primeiro após a constituição da SAD e em que o futebol profissional não foi contemplado, o clube apresentou um resultado líquido positivo de 4 281 491,20 euros.

Este resultado justifica-se com a constituição da SAD, que rendeu 3 466 501,28 euros, assim como a penhora pelo Tribunal do pavilhão desportivo e escritório a favor de ex-dirigentes, que rendeu ao clube 794 500 euros.

Desta forma, ressalva-se que sem estas duas operações, o resultado seria positivo em 20 489,92 euros e que houve uma diminuição do passivo do clube, situando-se este atualmente em 3 760 609,70 euros.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG