Beira-Mar cada vez mais perto da insolvência após chumbo do PER

O Tribunal do Comércio de Aveiro aceitou o segundo PER proposto pela SAD, mas os credores do clube da II Liga chumbaram o plano que já tinha sido apresentado em março.

Os credores do Beira-Mar chumbaram o Processo Especial de Revitalização (PER) do clube, abrindo o caminho à sua insolvência, informou esta sexta-feira o administrador judicial provisório.

Entre os credores que votaram contra o plano de recuperação proposto no âmbito do PER estáo município de Aveiro, o maior credor do clube, com cerca de um milhão de euros.

A lista de créditos que recaem sobre o Beira-Mar atinge os três milhões de euros.

No processo constam 80 credores do clube, incluindo as Finanças, com 260 mil euros, a Federação Portuguesa de Futebol, que reclama 182 mil euros, e a Parvalorem, que gere os ativos do ex-BPN, com 130 mil euros.

Entre os credores estão ainda vários ex-dirigentes do Beira-Mar, nomeadamente Caetano Alves, José Cachide, Carlos Nuno Pereira, Mano Nunes e Manuel Simões Madaíl, que reclamam na totalidade mais de 750 mil euros por empréstimos concedidos ao clube.

A lista integra ainda, entre outros credores, o ex-jogador Nuno Carvalheiro, que tem a receber 53 mil euros, e dois clubes, o Vitória Sport Clube e a SAD do Marítimo, que pretendem receber, respetivamente, 40 mil e 23 mil euros.

A direção do Beira-Mar decidiu avançar com o PER em março passado, invocando que o clube estava a enfrentar "sérias dificuldades" para cumprir pontualmente as suas obrigações, nomeadamente no pagamento aos fornecedores e ao único trabalhador, por falta de liquidez e por não conseguir obter crédito a curto prazo.

O Beira-Mar, que procedeu à alienação de 85% da sua equipa profissional de futebol sem ter recebido o pagamento devido contratado, é detentor de um crédito de 3,1 milhões de euros da SAD do clube.

Recentemente, a sociedade que gere o futebol do Beira-Mar apresentou um segundo PER, menos de meio ano depois de o tribunal ter homologado um plano que previa o perdão de 80% da dívida do clube.

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