Treinador do Bordéus recusa jogadores africanos

O treinador do Bordéus, Willy Sagnol, está a ser alvo de críticas por ter afirmado que os jogadores africanos são "poderosos", mas que deixam a desejar quanto à "disciplina e inteligência".

Willy Sagnol, numa entrevista ao jornal francês Sud-Ouest afirmou que "as vantagens do típico jogador africano são que não é caro, que está geralmente preparado para lutar e que é poderoso dentro de campo". Contudo, isso não chega. Para o treinador, o futebol "é também técnica, inteligência e disciplina".

Estes comentários não agradaram ao seu antigo colega de selecção, Liliam Thuram, que considera "prejudicial alguém insinuar que falta esta ou aquela qualidade aos jogadores africanos".

O presidente do clube, Jean-Louis Triaud, considera que os comentários de Willy Sagnol foram "mal-interpretados". Ao jornal Europe 1, Triaud defende Sagnol dizendo que "ele é tudo menos racista. É directo e um homem de ação" argumentando que "não se está a falar do QI destes jogadores, nem das habilidades dos atletas mas sim, da inteligência do jogo".

As declarações causaram polémica nas redes sociais e fizeram com que a Liga International contra o Racismo pedisse à Liga Francesa que aplicasse "sanções imediatas" a Willy Sagnol e refere ao The Guardian que "estas são as teorias que durante a história levaram alguns homens e mulheres a terem a sua humanidade negada".

A BBC relembra ainda que os comentários de Sagnol surgem no dia em que o presidente Carlo Tavecchio, da Federação Italiana de Futebol, foi banido, durante seis meses, de qualquer cargo na FIFA por comentários racistas semelhantes.

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