Sagnol pede desculpa: a menor inteligência é apenas "tática"

O treinador do Bordéus, Willy Sagnol, após a polémica criada em torno das suas declarações sobre os jogadores africanos, pediu desculpa e negou qualquer pensamento racista.

Para que não fosse de novo "mal-interpretado", Willy Sagnol leu durante a conferência de imprensa um texto para "evitar qualquer interpretação das (suas) palavras". E pediu desculpa pela "falta de clareza" que possa ter "chocado, humilhado ou ferido" algumas pessoas.

Willy Sagnol diz que a interpretação que fizeram das declarações - "a vantagem do jogador africano é que é barato (...) que está geralmente preparado para lutar sendo poderoso dentro de campo (...) o futebol não é só isso, é também técnica, inteligência e disciplina" - não reflete o que realmente pensa. "Muito menos", reforçou, "as minhas convenções humanísticas".

O treinador francês afirma que "não quis de modo algum falar sobre a inteligência do sentido próprio da palavra" e que quando falou do jogador africano apenas quis explicar que "ele chega à Europa com vontade de alcançar o sucesso dada a sua situação precária" e garante que a "menor inteligência" que mencionou apenas dizia respeito à "inteligência táctica".

O presidente do clube, Jean-Louis Triaud, afirmou, ao canal Europe 1, que não irá sancionar Willy Sagnol. Mas admite que pediu ao treinador para "esclarecer o seu ponto de vista, de forma a ficar tudo mais claro". Jean-Louis Triaud lamenta a atitude de Lilian Thuram, antigo colega de seleção que criticou Willy Sagnol, dizendo que "a culpa também se deve à nossa sociedade uma vez que não podemos dizer nada antes de medir palavra a palavra do que vamos dizer".

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