Fofó ganha processo ao Sporting e At. Madrid no valor de 200 mil euros

O TAS deu razão ao Futebol Benfica na reclamação pelas verbas do mecanismo de solidariedade da transferência do atual jogador do Monaco de Alvalade para Madrid.

O Futebol Benfica (Fofó) receberá cerca de 200 mil euros do mecanismo de solidariedade pela transferência de Gelson Martins do Sporting para o Atlético de Madrid, mas não vai "perder a cabeça". Emblema lisboeta espera ainda por decisão idêntica relativa a Rúben Semedo, o central formado no clube que em 2019 deixou o Valência e foi para o Olympiacos.

O presidente, Domingos Estanislau não se mostrou surpreendido com a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), após leões e colchoneros terem recorrido da decisão da FIFA, que obrigava os espanhóis a pagar a compensação pelos direitos de formação do jogador. "Só podia ser assim", desabafou o líder do Fofó

O TAS deu razão ao Futebol Benfica na reclamação pelas verbas do mecanismo de solidariedade da transferência do atual jogador do Monaco. A decisão obriga os espanhóis a pagar uma verba "a rondar os 100 mil euros, a que acresce outro montante idêntico, já em falta, num total aproximado de 200 mil euros", segundo o advogado do clube.

A FIFA já se tinha pronunciado a favor do popular clube da zona de Benfica, mas os leões e os colchoneros recorreram para o TAS por considerarem que não havia lugar ao pagamento da verba relativa à formação do jogador, uma vez que se tratava de uma compensação na sequência da rescisão do contrato de trabalho e não de uma transferência.

Em 2018 o jogador rescindiu contrato com os leões, na sequência dos ataques à Academia, em Alcochete e assinou pelo At. Madrid. Um ano mais tarde e para evitar um processo, os espanhóis aceitaram pagar ao Sporting 22, 5 milhões de euros (mais o passe de Vietto) pelo extremo, que nunca vingou como colchonero.

,O valor "é muito bom" para o Futebol Benfica, que se mantém como "clube característico e associativo" por opção própria. "Há muitos clubes que andam no campeonato nacional, mas que se venderam aos empresários e, no fundo, não mandam nada. Nós andamos no regional, mas estamos a construir o nosso caminho e agora iremos ficar muito fortalecidos e a depender só de nós. O futuro será este, não pode ser outro", apontou o carismático líder do Fofó há 33 anos, garantindo que o dinheiro "não é para gastar, é para aplicar".

"Por isso é que temos uma situação saudável e mesmo com esta pandemia temos tudo liquidado. Porque primeiro criamos riqueza e só depois disso é que se pode investir", frisou o dirigente, ainda à espera de mais boas notícias no dia de hoje.

"Está também a decorrer na Câmara [Municipal de Lisboa] uma reunião para o licenciamento da obra de construção do pavilhão. Se a notícia que vier da autarquia também for positiva, é um dia em cheio", exultou Estanislau, que há um ano apresentou o projeto numa reportagem para o Diário de Notícias.

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