FC Porto a melhorar empata teste difícil

Dragões adiantaram-se cedo por André Silva, mas na segunda parte tiveram menos produção e a defesa voltou a falhar

O FC Porto empatou ontem 1-1 com o Bayer Leverkusen, a acabar o estágio de pré-temporada. Os dragoões até estiveram a ganhar, uma raridade nos últimos tempos, mas uma segunda parte fraca não permitiu manter a vantagem.

Perante o terceiro classificado da última Bundesliga, André Silva abriu cedo a contagem, depois de Otávio, agressivo, ganhar bem a bola a Papadopoulos na esquerda e cruzar para André Silva marcar de pé direito, depois de ter falhado a receção à primeira - foi o seu quinto golo numa pré-época em que os dragõoes não têm sido muito prolíficos. O empate surgiu pelo mexicano Chicharito pouco depois do intervalo, numa troca de passes com Kevin Volland à entrada da área que Felipe ainda conseguiu interromper à primeira - Chicharito, isolado frente a José Sá, não falhou.

Um FC Porto com novidades, com um 4-2-3-1 em que André André e Herrera dividiam as tarefas do meio-campo, Corona e Otávio nas alas e Bueno atrás de André Silva mas, sobretudo, a ligar as pontas todas com boas movimentaçõoes e bons passes, aparecendo solto, na continuação do que tinha feito no jogo anterior (em que regressava de um longo período de ausência por lesão). O espanhol parece ter um lugar reservado neste FC Porto, até porque no onze que ontem começou havia pouca idade, o que é sempre, teoricamente pelo menos, um problema para uma época longa.

E como Nuno tinha anunciado que este já era um jogo a contar para as suas definições, quem ficou no banco também sentiu alguma coisa, por muito que ainda haja tempo para recuperar posiçoões. A equipa da primeira parte teve mais conteúdo do que a da segunda. E as exibições de Corona e Bueno foram importantes para isso.

O FC Porto começou bem, naquele que foi um dos seus melhores períiodos, porque se percebeu uma ideia de jogar com a equipa adiantada, ganhando a bola cedo. Mas não durou muito e o resto do tempo foi mais em contra-ataques, transiçoões mais ou menos conseguidas, menos posse de bola mas também mais agressividade e, em certas fases, mais profundidade no jogo. E menos erros não forçados - ainda houve alguns, mas estão a ser reduzidos.

Após o intervalo, da equipa inicial só ficaram Layún, Felipe e Marcano. E estes aguentaram pouco, porque logo a seguir ao empate entraram Aboubakar, Chidozie e Reyes (Quintero, Indi, Josué e Hernâni nem jogaram e torna-se assim mais claro as opçõoes que estão a ser estudadas...). O Bayer só muito mais tarde mudou a equipa e aproveitou isso para empatar no início da segunda parte.

Em resumo, houve melhorias no jogo, mais atenção, mais agressividade (desta vez 9-9 em faltas), mas poucos remates (5-8), porque no segundo tempo a equipa foi também muito menos segura. Há ainda muito trabalho pela frente para Nuno, mas para já esta equipa parece mais talhada para contra-ataque.

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