Dragões fizeram jogo sério e só pararam na goleada

Bis de Aboubakar no espaço de um minuto destruiu as ilusões do Lusitano de Évora ainda na primeira parte. Na segunda, o resultado foi-se avolumando de forma natural

O FC Porto continua na Taça de Portugal, depois de vencer o Lusitano de Évora por 6-0 em Lisboa, no Estádio do Restelo, para o onde o encontro foi deslocado por falta de condições do Campo Estrela. Uma vitória com pouca história porque a diferença é muito grande entre as duas equipas e o jogo até acabou com um golo de calcanhar de Hernâni - em posição duvidosa mas muito bonito.

Foi um daqueles jogos em que não há grande matéria tática - basicamente uma equipa atacou e outra defendeu. O FC Porto foi sério na forma como encarou o jogo e a atitude é sempre a melhor maneira de começar a marcar toda a diferença que existe entre uma equipa que lidera a I Liga e outra que joga no Distrital de Évora.

E assim, aos 20 minutos, em pouco mais de 60 segundos, Aboubakar fez dois golos e tornou as coisas muito mais fáceis, até porque antes do primeiro quarto de hora da segunda o FC Porto já tinha feito mais três, já com Galeno e Luisão (dos B) em campo e a mostrarem a sua capacidade. Sérgio Conceição deu minutos a alguns jogadores, mas teve sobretudo Brahimi e Aboubakar a conduzir as operações. Depois havia Hernâni (na ala direita), Otávio (a segundo ponta-de-lança), André André (trinco), Óliver ou o estreante Dalot, na lateral direita (mas foi da esquerda que assistiu o 2-0 de Aboubakar), Reyes a fazer dupla com Marcano a defesa-central e José Sá na baliza. No banco, Vaná e jogadores de campo da equipa B.

Brahimi de um lado e Hernâni do outro puseram os defesas do Lusitano com os bofes de fora e com dois golos em dois minutos deixou de haver qualquer dúvida. O FC Porto chegou com 2-0 ao intervalo, mas era na altura um resultado laborioso, que precisara de muito suor.

Depois do intervalo tudo foi diferente, porque o Lusitano se rendeu. Mostrou dois ou três jogadores interessantes, como o ponta-de-lança Miguel Rosado, e muitos jovens da sua formação, como Ricardo Bernardo, que entrou depois. Os homens de Évora ainda conseguiram estender o jogo até à baliza de José Sá na primeira parte, mas na segunda já o relvado era demasiado longo.

Havia talvez uns mil adeptos lusitanistas nas bancadas do Restelo, e para aí quatro ou cinco mil portistas - foi pena o jogo não ser em Évora, não porque tivesse mais gente, provavelmente não teria, mas porque teria um outro sabor, aquele que se espera da obrigatoriedade de as equipas do escalão inferior jogarem em casa nesta eliminatória.

Depois de Brahimi estar em campo bons 45 minutos, foi tempo de Sérgio Conceição estrear Galeno e depois Luisão, ambos brasileiros, jovens de grandes possibilidades, sobretudo o primeiro, que marcou o quinto golo. O terceiro foi de Marcano, após um canto, e o quarto um bom remate de Otávio, que pareceu melhor a partir da esquerda em vez de como segundo ponta-de-lança, onde o tem colocado Sérgio Conceição. Galeno e Hernâni fecharam as contas.

Boa gestão do plantel por parte do FC Porto, com os jovens a marcarem pontos: Dalot ofereceu o segundo golo e fez o cruzamento para o último, Galeno marcou o quinto, Luizão teve ocasião de cabecear à barra, e até Jorge Fernandes apareceu (substituiu Marcano).

Ou seja, houve tempo para toda a gente. E o Lusitano colaborou.

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