Falhanço de Seferovic fez ajoelhar Jesus, mas a Liga Europa foi garantida

Benfica empatou com o Barcelona em Camp Nou (0-0) e mantém vivo o sonho do apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Jogo teve um golo anulado a cada equipa.

O empate do Benfica em Camp Nou, com o Barcelona (0-0), mantém o sonho do apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões vivo e garante a Liga Europa. Um prémio de consolação... depois do falhanço monumental de Seferovic no último minuto de jogo. Otamendi não merecia tal traição e Jorge Jesus ajoelhou-se perante a oportunidade perdida.

Com a derrota (natural) do Dínamo Kiev frente ao Bayern Munique (2-1), o Benfica entrou em Campo Nou com a possibilidade de assegurar a Liga Europa e foi isso que aconteceu. O Barcelona segue em vantagem para a última jornada da fase de grupos. No dia 8 de dezembro os encarnados jogam com o Dínamo Kiev e o Barça com o Bayern Munique. Vencer os ucranianos e esperar que os catalães não vençam em Munique é a conta que serve o apuramento das águias.

Antes do jogo a dúvida era entre jogar com Roman Yaremchuk ou com Everton Cebolinha. Jesus optou por jogar com os dois e deixar Darwin Núñez no banco de suplentes, mas manteve o esquema de três centrais com André Almeida no lugar do lesionado Lucas Veríssimo. Do outro lado, Xavi Hernández promoveu três mudanças: saíram Óscar Mingueza, Eric García e Ilias Akhomach e entraram Ronald Araújo, Clément Lenglet e o jovem Yusuf Demir (a grande surpresa).

O jogo começou debaixo de um dilúvio que não apagou as intensões catalãs. Como se esperava o Barcelona entrou muito pressionante e dono e senhor da bola, com o Benfica a tentar fechar espaços e tentar o contra-ataque. Sem ser especialmente perigosa a equipa blaugrana conseguia furar o muro defensivo encarnado com relativa facilidade. Demir, Ronaldo Araújo, Depay, Pablo Gavi e Jordi Alba podem lamentar a falta de sorte e de pontaria e a atenção de Vlachodimos.

A equipa de Jorge Jesus cresceu no jogo à passagem dos 20 minutos, quando Everton e Rafa trocaram de corredor. Yaremchuk obrigou Ter Stegen porque é um dos melhores do mundo. Logo depois um golo anulado ao Benfica... Um golaço de Otamendi (um dos melhores em campo), que fuzilou a baliza catalã antes do árbitro ter considerado que a bola fez um arco e saiu de campo após a marcação do canto.

Respondeu Demir com uma bola na barra! Era um golaço. Vlachodimos viu a baliza tremer, mas continuar inviolável até ao intervalo. O 0-0 ao intervalo era animador para o Benfica e Jesus tinha ideias claras do que queria mudar para o segundo tempo e mandou aquecer Morato e Valentino Lázaro. Xavi respondeu com o aquecimento de Dembélé, mas ambos voltaram do intervalo com os mesmos.

O perigo Dembélé

Os primeiros minutos do segundo tempo foram de algum equilíbrio na posse de bola, com os encarnados a obrigar o Barça a baixar o bloco. O treinador blaugrana não gostava e pedia à equipa para subir. Talvez fosse este o momento para Jesus meter Darwin no jogo e aproveitar a intranquilidade aparente do colosso espanhol. A outra opção recaiu em Taarabt para refrescar o meio campo e dar o músculo e a criatividade que João Mário (vindo de paragem por lesão) já não conseguia dar. Duas mudanças com uma mensagem clara: ir para cima do Barcelona nos últimos 30 minutos de jogo.

Xavi esperou para ver o que rendiam as alterações feitas pelo treinador benfiquista. Depois meteu Dembélé para tentar romper o bloqueio criado por Grimaldo e levar alguma instabilidade à boa organização encarnada. E nem foi preciso esperar um minuto sequer para o extremo do Barça mostrar serviço e servir Frenkie de Jong para este proporcionar uma grande defesa a Vlachodimos. O treinador do Benfica percebeu o perigo e meteu Lázaro no lugar de Rafa para minimizar o talento de Dembélé.

O 0-0 persistia e resistia no marcador aos 80 minutos. O marcador resistiu mesmo a mais um golo anulado. Jordi Alba com a ajuda de Dembélé e a permissão da defesa encarnada ainda meteu a bola na baliza, mas o lance foi anulado por fora de jogo do lateral.

O lance animou os últimos minutos e levou emoção redobrada ao jogo com ambas as equipas a terem oportunidades flagrantes de golos. Mas nenhuma tão flagrante como a de Seferovic. Isolado por Darwin, o suíço inventou e quando rematou sem guarda-redes na baliza... a bola saiu ao lado. O falhanço foi tal que Jorge Jesus se ajoelhou no relvado.

isaura.almeida@dn.pt

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