Renovação entre amigos

Fernando Gomes e Fernando Santos têm uma relação muito próxima. O mais provável é que o assunto seja discutido no regresso a Portugal. Mas se a seleção atingir os quartos-de-final pode ser anunciada ainda na prova

Fernando Santos está a terminar o seu contrato mas qualquer decisão sobre a renovação terá de esperar para se perceber o que Portugal pode fazer neste Euro 2016.

Como o selecionador disse anteontem numa conversa com os jornalistas, a sua relação com Fernando Gomes, presidente da FPF, "é muito boa". Fonte conhecedora do processo revelou ao DN que há uma relação de amizade entre presidente e treinador que remonta às três temporadas em que Fernando Santos orientou o FC Porto numa altura em que o atual líder federativo era administrador da SAD portista.

Ao DN garantem que, seja qual for a decisão, não existirá "qualquer divergência" entre Santos e Gomes e que a relação pessoal permanecerá totalmente intacta - ainda ontem estiveram largos minutos à conversa antes do início do treino.

Fernando Gomes dificilmente renovará o contrato a um selecionador antes de concluída a fase final de uma competição como aconteceu com Paulo Bento em vésperas do Mundial 2014 realizado no Brasil. Essa decisão levou a que a FPF tivesse ficado a pagar a dois selecionadores até há um mês atrás, sensivelmente, altura em que Paulo Bento assumiu os comandos dos brasileiros do Cruzeiro de Belo Horizonte.

Fontes contactadas pelo DN avançam com uma total sintonia entre Fernando Santos e a estrutura diretiva. Inclusivamente, o ambiente entre técnico e jogadores é um dos pontos a favor do engenheiro, que ganhou crédito junto dos atletas e dos dirigentes, pela maneira como (re) abriu a porta da seleção a todos os jogadores, em especial aos que estavam afastados, como Ricardo Carvalho, Tiago ou Bosingwa.

O DN sabe que os quartos-de-final são a meta mínima estabelecida para que a FPF possa considerar-se satisfeita com o Euro 2016, muito embora o objetivo declarado, até pelo selecionador, seja a conquista do Euro. E até pode acontecer que se Portugal atingir essa fase as partes anunciem em plena prova o prolongamento do contrato, mas o mais certo é que a decisão fique para o regresso a Portugal. Menos do que os quartos-de-final será um tema de análise e que merecerá debate entre os membros da direção da FPF, que, na generalidade, tem uma excelente imagem do selecionador.

É curioso perceber que a partir do dia 1 de julho, Fernando Santos já não terá o contrato em vigor, isto apesar de existirem adendas específicas para a eventualidade de uma competição estar a decorrer no momento em que a ligação entre as partes finda e isto coincide com as meias-finais e a final.

No meio disto tudo há algo que é preciso equacionar: a vontade de Fernando Santos. Depois de abandonar a seleção grega disse que tinha vontade de regressar ao trabalho diário de um clube. Agora já leva seis anos consecutivos em seleções. Com Gonçalo Lopes

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