Portugal-Estónia: Mostrar CR7 e encher a mala de confiança

Fernando Santos quer afinar a máquina, antes da viagem para Paris. Quim e Boa Morte falam de moral, de Éder e do melhor Ronaldo.

Para que serve o jogo com a Estónia de hoje (19.45, TVI), o último antes do pontapé inicial no Euro2016? "A equipa da Estónia é uma equipa que defende bem, muito rápida nas transições, que nos vai permitir aferir a nossa criatividade e também a reação no momento da perda. É central para nós a reação à perda, é central que não nos desposicionemos nem nos desconcentremos, porque vamos ter de jogar muitas vezes no comando", explicou, ontem, Fernando Santos, defendendo que também "vai permitir dar ritmo a alguns jogadores".

E, apesar do selecionador nacional dizer que não sente a equipa ansiosa, do ponto de vista do ex-internacional português Luís Boa Morte, a partida de hoje "vai servir para matar a ansiedade que existe". Segundo o ex-jogador do Arsenal e do West Ham, os jogadores "sabem que o Europeu começa sexta-feira (amanhã) e todos querem que passe rápido e chegue terça-feira (dia da estreia de Portugal, com a Islândia)". Pois, "ansiedade e nervosismo todos têm, por mais que tentem disfarçar. Nenhum jogador fica indiferente a uma grande prova, todos querem jogar e os jogadores sentem isso".

Na opinião de Boa Morte "foi bem pensado, pela Federação", fazer o jogo no Estádio da Luz: "É o maior e permite à seleção receber uma enchente de moral. É importante os adeptos poderem despedir-se da seleção, que assim recebe o maior apoio possível antes de viajar para França (amanhã)."

Para o antigo extremo da seleção portuguesa, o fator psicológico "também ganha jogos", e por isso, "é vital" que o resultado de hoje, frente à Estónia, seja positivo, "para manter a ambição e moral, já que Portugal quer chegar o mais longe possível e isso passa por ser campeão".

O atual olheiro do Arsenal em Portugal espera também que o último teste sirva para os portugueses fazerem as pazes com Éder: "Os portugueses têm sido injustos. Uns gostam mais, outros menos das escolhas, mas o Éder esta lá porque o selecionador achou que era a melhor escolha e temos de respeitar isso. Não gostei de ver e ouvir, inclusive alguns profissionais da área, rebaixá-lo. E, por isso, espero que este encontro sirva para ele mostrar que merece lá estar."

Mostrar Ronaldo a 100%

Já para Quim, a Estónia "serve essencialmente" para o selecionador testar o onze base para começar a competição. Mas, na opinião do guarda-redes, "mais do que testar o onze e ver a versatilidade e mobilidade dos jogadores em campo", o último jogo serve para "moralizar a equipa". Daí "ser tão importante um vitória com a Estónia".

A uma semana da estreia "é muito importante ter 23 em boa forma". E Quim admite que é normal que os jogadores serem mais racionais nestas partidas que antecedem as grandes provas. "Não quer dizer que não tenham receio de meter o pé e não joguem tão desinibidos como habitualmente, mas lá dentro, os jogadores só pensam numa coisa: em mostrar o seu melhor ao selecionador", defendeu o ex-internacional português, lembrando que "o risco de lesão existe 24 horas por dia" e "se os jogadores pensarem nisso nem saem de casa".

No caso de Quim, lesionou-se antes do Euro2008, "numa brincadeira de finalização, no final de um treino, dias antes do início da prova".

Para o atual guarda-redes do Desp. Aves, o encontro de hoje serve também "como antídoto para a ansiedade e nervoso miudinho". Pois, com o aproximar do Europeu, "é normal os jogadores sentirem um arrepio e nervoso miudinho, e jogar sempre altera a rotina e o tempo passa mais rápido".

Mas Quim tem "dúvidas" acerca da rotatividade dos guarda-redes, por exemplo. Frente à Noruega jogou Anthony Lopes, depois Rui Patrício foi titular com a Inglaterra. Hoje, frente à Estónia, "seria a vez de Eduardo", mas o selecionador deve "querer testar o onze a utilizar com a Islândia, e por isso nem se seja 45 minutos deve jogar o habitual titular (Patrício)".

Por fim o antigo internacional acredita que a partida vai servir para "mostrar aos portugueses e aos adversários que Cristiano Ronaldo está a 100%", apesar de o jogador já o ter mostrado nos treinos.

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