"Nunca abandonarei a seleção, estarei sempre disponível para ajudar"

Bruno Alves revela o que sentiu por ver Fernando Santos defendê-lo, confessa que ainda sonha com o título europeu e garante que jamais resignará à equipa das quinas

Normalmente está dentro do campo. Como foi acompanhar de fora o jogo com a Islândia?

Tentei dar o meu melhor de fora, como sempre. Foi um jogo difícil, jogámos melhor, tivemos mais oportunidades, mas no futebol às vezes acontece isto, nada está perdido, continuamos a batalhar para conseguirmos os nossos objetivos.

O que correu mal?

Nada correu mal, eles tiveram um ou dois lances com um jogo de futebol direto e de segundas bolas, estávamos preparados, estudámos muito bem a Islândia, não tem muita explicação.

Desde 2008 que Portugal não entra a vencer numa fase final...

Não há nenhuma explicação óbvia, começámos a ganhar e eles empataram com uma jogada típica deles, mas temos de ressalvar a nossa atitude. Tentámos tudo, há que continuar assim.

Mantém-se intacto o objetivo de Portugal se sagrar campeão?

Sem dúvida, temos esse objetivo, trabalhamos muito e temos grandes jogadores, um grande coletivo e um grupo unido e forte. É continuar em frente.

Antes do jogo com a Islândia o selecionador defendeu-o das críticas de que foi alvo depois da expulsão com a Inglaterra...

O Fernando Santos já me conhece há muito tempo, conhece o meu carácter, a minha vontade de vencer todos os duelos, isso no futebol pode acontecer.

Magoaram-lhe as críticas?

Não, porque acredito no que faço e no que fiz na seleção, em todas as qualificações defendi Portugal da melhor maneira, nalgumas vezes até de forma decisiva, as pessoas também não podem esquecer esses momentos. Não posso crer que um lance num jogo amigável possa manchar o meu percurso ao longo destes anos todos.

Foi noticiado que tinha voltado a jogar de forma mais dura nos treinos...

Não aconteceu nenhum lance no treino, não sei de onde as pessoas tiraram isso.

Está com 34 anos, equaciona deixar a seleção após o Europeu?

Nunca, se precisarem de mim vou estar sempre disponível para ajudar.

Assinou pelo Cagliari mas negociou com o FC Porto. O que falhou?

Não falhou nada. O FC Porto vai estar sempre no meu coração, simplesmente optei por outro projeto, o presidente e as pessoas do Cagliari fizeram muita força, deram--me um contrato de dois anos, que pode ser de três, a minha família também preferiu o clube. Foi uma questão de escolha.

Mas chegou a conversar com o FC Porto...

Sim, chegou a haver conversas, mas acredito que o FC Porto vai vencer, o clube e o Nuno têm esse ADN.

Que mensagem deixa ao Nuno Espírito Santo?

Que faça o que sabe, no meu tempo ele não jogava muito mas era o líder do balneário, aprendi muito com ele e acho que vai conseguir trazer o FC Porto de volta às vitórias, estou a torcer por ele.

Ainda vai a tempo de terminar a carreira no FC Porto?

Tudo pode acontecer, mas tenho 34 anos e assinei por dois. Deixei uma porta aberta no clube e as pessoas gostam de mim.

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