Espanha entra a golear... graças ao Real Madrid

Jogadores de Julen Lopetegui conquistaram 41 troféus em 2017-18, mais 27 do que os comandados de Fernando Santos

É uma diferença muito significativa e que se deve ao peso do Real Madrid, vencedor de quatro troféus na época que termina a 30 de junho.

Olhando para os 23 convocados de Portugal e de Espanha, seleções que se encontram nesta sexta-feira em Sochi, em jogo a contar para a 1.ª jornada do grupo B do Mundial 2018, percebe-se que a temporada foi muito mais produtiva para os comandados de Julen Lopetegui. Mas aqui tem muito que ver com os seis jogadores chamados pelo antigo treinador do FC Porto à seleção espanhola: Carvajal, Sergio Ramos, Nacho, Asensio, Isco e Lucas Vásquez. São 24 troféus distribuídos por apenas seis atletas, enquanto Portugal tem em Cristiano Ronaldo, colega deste sexteto no Bernabéu, o futebolista mais titulado de todos aqueles que Fernando Santos convocou para representar o campeão europeu em solo russo.

Dos 23 espanhóis, apenas sete não enriqueceram o seu palmarés em 2017-2018. Dos 23 portugueses somente nove acrescentaram algo ao seu currículo... nem que fosse com alguma sorte, como aconteceu com Gonçalo Guedes. O avançado formado no Benfica começou a época no Paris Saint-Germain. Jogou quatro minutos na Supertaça diante do Mónaco e mais quatro minutos na receção ao Amiens, em partida da ronda inaugural da Liga francesa. Esses oito minutos, no total, valeram--lhe sagrar-se campeão francês e vencedor da Supertaça, diante do Mónaco de João Moutinho.

Somados os títulos de um lado e de outro, as semelhanças são grandes mas a distância é enorme: 14 para Portugal, 41 para a Espanha.

Depois, campeões nacionais portugueses temos apenas um entre os 23 - o lateral Ricardo Pereira, que cumpriu a época ao serviço do FC Porto mas aparece no Mundial já como reforço dos ingleses do Leicester.

No que diz respeito a troféus nacionais, a Ricardo Pereira juntamos o quarteto leonino que na época em curso venceu a primeira Taça da Liga da história do Sporting. Apesar de na ficha de jogo do particular com a Bélgica Rui Patrício ter aparecido como atleta sem clube, a verdade é que está no Mundial na qualidade de futebolista do Sporting, emblema onde evoluiu em 2017-2018 e com qual está a tentar rescindir contrato por justa causa.

Por seu turno, a Espanha, por comparação com Portugal, tem mais campeões nacionais nos seus convocados, precisamente os representantes do Barcelona que juntaram a Taça do Rei ao campeonato: Piqué, Jordi Alba, Busquets e Iniesta, que se despediu dos catalães rumo ao Vissel Kobe do Japão.

Esta é uma curiosidade invulgar - a Espanha com o quarteto do Barcelona e ainda Azpilicueta, do Chelsea, tem para mostrar a Taça dos respetivos países. Entre os 23 convocados de Portugal nenhum conseguiu erguer esse troféu - os mais próximos que estiveram foram os jogadores do Sporting e André Silva, que viu o seu AC Milan ser completamente atropelado na final pela Juventus (0-4) em pleno Olímpico de Roma.

No que diz respeito a campeonatos, os dois Silvas de Portugal e Espanha, Bernardo e David, coincidiram no título inglês do Manchester City. Além disso, cada uma das seleções tem mais um campeão fora do seu país; Manuel Fernandes na Rússia, pelo Lokomotiv, e Thiago Alcântara, em representação dos alemães do Bayern Munique. Outro troféu a fazer diferença é a Liga Europa do Atlético Madrid, conquistada por três selecionados de Lopetegui (Saúl, Koke e Diego Costa). Mas como os troféus não jogam à bola...

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