Deu Galo para o Gil. Benfica sai ileso de mais um jogo fraco

Equipa da Luz mantém-se a dois pontos do líder Sporting num jogo em que o Gil ficou reduzido a 10 antes do intervalo e viu vantagem negada pela barra e Vlachodimos. Contra a corrente, dois golos tranquilizaram águias (0-2)

O Benfica ganhou o terceiro jogo seguido na Liga, marcando sempre dois golos. Em relação aos últimos dois, uma grande diferença: não sofreu primeiro, nem depois. Ou seja, manteve a baliza intacta, graças à qualidade de Vlachodimos e à barra. O 0-2 no Cidade de Barcelos não conta bem a história de uma partida em que o Gil Vicente, a jogar com dez desde antes do intervalo (segundo amarelo a Ygor), esteve mais perto do primeiro golo.

Uma vitória, dois golos marcados e nenhum sofrido, mais três pontos e segundo lugar a dois pontos do líder Sporting. A três dias da Supertaça com o FC Porto (quarta-feira, 20:45, em Aveiro), Jorge Jesus sai satisfeito.

Mas. A qualidade do desempenho do Benfica foi, outra vez, muito fraca. Na primeira parte, devido à ineficácia de Darwín (e à qualidade de Dénis). O uruguaio complicou a vida à defesa do Gil, mas nunca conseguiu bater o guarda-redes do Galo. Nem ele, nem Everton, ou Vertonghen.

Perto do intervalo, o Gil esteve a centímetros do 1-0: cabeceamento de Vítor Carvalho e Vlachodimos a seguir a bola com os olhos, sem hipóteses.

Logo a seguir, Ygor Nogueira atinge com o braço pela segunda vez a cabeça de Darwín na disputa de uma bola pelo ar e vê o segundo cartão amarelo. E o vermelho. O Gil passava a jogar com dez contra 11, com 45 minutos pela frente e 0-0 no marcador.

Na segunda parte, o Benfica continuou a circular a bola de um lado para o outro, mas sem conseguir incomodar Dénis.

Do outro lado, a defesa voltou a tremer por todos os lados em lances de bola parada. Sobretudo, cantos. Num, Vlachodimos faz duas defesas espantosas, primeiro a cabeceamento de Lucas Mineiro, depois na insistência de Lourency; pouco depois, novamente Lucas a ganhar no ar e a cabecear à barra. O grego ainda fez uma grande defesa após um remate desviado por um colega - foi buscá-la junto à barra.

Ou seja, sofria o Benfica na defesa e não criava perigo na frente. Darwín perdia-se em tentativas pouco eficazes de servir os companheiros, podendo em algumas delas tentar o remate.

Até que numa jogada pela direita, aparentemente pouco perigosa, Gilberto cruzou fraco, Everton ganhou nas costas de Rodrigão e cabeceou sem força, mas o defesa do Gil acabou por atirar para a baliza a tentar desviar a bola.

Na frente do marcador, o Benfica não mudou muito. Nem o jogo. Mas nova jogada na direita, desta vez por Seferovic, resultou em mais um centro para Everton, que agora conseguiu cabecear a bola para as redes.

O 0-2 feriu um Gil que tinha estado tão perto da vantagem. E que jogava em inferioridade numérica desde o final da primeira parte.

O Benfica venceu pela terceira vez consecutiva na Liga e mantém-se no segundo lugar, a dois pontos do líder Sporting (1-0, sábado, sobre o Farense).

Falta saber se o FC Porto (recebe esta noite o Nacional, 20:00) acompanha os rivais e mantém os quatro pontos de atraso para leões e dois para as águias.

Isto a três dias da disputa do primeiro troféu da época: quarta-feira (20:45), o campeão FC Porto (que também ganhou a Taça de Portugal) e o vice-campeão Benfica encontram-se em Aveiro.

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