Exclusivo "Desporto continua a ser bastião masculino e de mentalidade retrógrada"

Diretor executivo da Sport Integrity Global Alliance aborda a liderança feminina num mundo de homens. Só 17,8% dos líderes são mulheres. Em Portugal só há uma presidente em 33 federações olímpicas.

Emanuel Medeiros é natural de São Miguel, Açores, licenciado em Direito e com vasto currículo no dirigismo desportivo. Foi secretário-geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (2000-06) e fez parte da UEFA e da FIFA, além de ser um dos fundadores da Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional, que liderou durante nove anos. É cofundador e coordenador da Sport Integrity Global Alliance (SIGA) - organismo independente com a missão de promover a boa governança e salvaguardar a integridade do desporto.

Porquê uma web summit sobre "Liderança Feminina no Desporto"?
Trata-se de uma situação de manifesta urgência. A igualdade de género é uma condição sine qua non para a boa governança no desporto, mas pouco ou nada é feito. Depois de ter auditado 80 federações internacionais, constatei que as coisas estão a regredir. Em 2019, por exemplo, a representação feminina em 32 federações olímpicas era de 18,3%, percentagem que desceu para 17,8%, segundo os dados que vamos revelar hoje. Isto é realmente preocupante e não enobrece o desporto, não deve orgulhar os dirigentes e devia alertar patrocinadores e todos aqueles que olham para o desporto como espaço de democracia e igualdade de direitos e de oportunidades.

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