Cristiano Ronaldo volta a estar no topo do mundo

"Os números falam por si próprios. Eu respondo no campo", disse Cristiano Ronaldo, após mais um golo, que valeu mais um troféu, que significou mais uns recordes... É assim, quase como respira, que o avançado português adiciona feitos a um currículo que lhe permite arriscar a sua sorte na distinção sobre o melhor futebolista da história (como o fez após conquistar a quinta Bola de Ouro). Ontem, CR7 voltou a subir ao topo do mundo, marcando, de livre direto, o golo que valeu ao Real Madrid a conquista do Mundial de Clubes, frente aos brasileiros do Grêmio (1-0), em Abu Dhabi.

O jogo tinha sido lançado por essa polémica burlesca lançada por Renato Gaúcho, treinador e antigo avançado da equipa brasileira, que se intitulara "melhor jogador" do que Cristiano Ronaldo. Não se sabe se o técnico do Grêmio tentava alguma espécie de mind game para condicionar o internacional português, mas "a resposta" surgiu em campo, com a assinatura do costume. Aos 53 minutos, após sofrer uma falta, Cristiano Ronaldo encarregou-se da marcação do livre direto e fez a bola passar pelo meio da barreira do Grêmio, resolvendo o jogo.

O golo valeu ao Real Madrid o sexto título mundial de clubes e o melhor ano civil da sua história, com cinco troféus conquistados (Liga, Champions, Supertaças europeia e espanhola e Mundial de Clubes). E Cristiano Ronaldo somou mais uns recordes ao currículo: juntamente com o colega Toni Kroos, passou a ser o primeiro tetracampeão da prova, e ainda igualou o mítico Pelé como melhor goleador (entre Mundiais de Clubes e a antecessora Taça Intercontinental), com sete golos.

"Questionar o Cristiano é como pôr em causa o futebol", disse, no final, o presidente do Real, Florentino Pérez, que voltou a ouvir um recado de Ronaldo sobre a renovação de contrato. "Já disse que gostava de me retirar no Real, mas não sou eu quem manda. Faço apenas o meu trabalho e acho que o faço bem."

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